Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018

ISSN0101-7837 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Fabio Couto Redatores Livia Neves Marcos Sardenberg Matheus Gagliano Correspondentes Londres - Gabriel Ramalho São Paulo - Antonio Carlos Sil e Marcelo Furtado Revisão Liane Morais Programação Visual Girasoli Fotografia Somafoto Capa Alexandre Bersot Impressão Aerographic Planejamento de Circulação em Bancas Edicase - www.edicase.com.br Distribuição Exclusiva em Bancas Total Express Publicações ASSINATURAS Gerente de Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0306 Digital Diário + Impresso Mensal AssinaturaAnual:R$ 850 / US$ 645 Atendimento ao assinante tel.: (21) 3503-0302 PUBLICIDADE Paula Amorim paula.amorim@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 3503-0309 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 Marcio Schumann - (21) 3503-0319 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA Av.PresidenteWilson,165 Grupo 413 - Centro CEP 20030-020 - Rio Tel (21) 3503-0303 4 Brasil Energia , nº 451, junho 2018 Indústria forte, setor energético forte Espera-se um crescimento substancial do mercado livre de energia nos próximos anos, especialmente se entrar em vigor a proposta de abertura gradual para a migração, prevista pelo (quase natimorto) novo modelo se- torial, que dormita em algum escaninho ou gaveta no Planalto. O que se sabe é que o mercado livre tende a avançar progressiva e gra- dativamente caso a proposta seja aprovada, chegando a todos os consumi- dores da alta-tensão em 2025. Tão importante, porém, quanto a continuação da abertura de mercado é a reindustrialização do país – e neste aspecto, o setor de energia pode e deve ser muito ativo para obter dos postulantes à Presidência da República uma nova política industrial que beneficie a economia brasileira – e que, consequentemente, incentive novos investimentos em energia elétrica. O Brasil vem passando nos últimos anos por uma crescente desindus- trialização, com diversos empreendedores fechando unidades produtivas e relocando projetos. O vizinho Paraguai tem sido o destino de empresas em busca de energia barata e incentivos fiscais. A falta de uma política consistente para a indústria brasileira, que prio- rize a inovação, a qualificação de mão de obra, a definição clara de setores estratégicos, a racionalidade tributária e a estabilidade regulatória impede a chegada de novas indústrias e a expansão da atividade das que aqui já estão estabelecidas. Com isso, o mercado de energia (que inclui aí o gás natural) fica esta- cionado, não apenas porque a expansão dos limites de migração para o mercado livre está paralisada, mas porque não se cresce mais acentuada- mente na base de consumidores. Note-se que o consumo de gás natural, mesmo com maiores perspecti- vas, ainda tem um teto, que não se romperá enquanto novas indústrias não surgirem como consumidores deste insumo. Incentivar a chegada de novas indústrias é fundamental para a econo- mia brasileira, permite a criação de empregos e renda e, de quebra, abre espaço para aumentar o consumo de energia (ou de insumos energéticos), movimentando ainda mais o setor, especificamente na geração.

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