BE Petróleo | Ed. 452 - Agosto, 2018

ISSN2316-9524 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Roberto Francellino Redatores Cláudia Siqueira João Montenegro Matheus Gagliano Ana Luisa Egues (est.) Correspondentes Londres - Gabriel Ramalho Revisão Liane Morais Programação Visual Ana Beatriz Leta Fotografia Somafoto Capa Alexandre Bersot Impressão Aerographic Planejamento de Circulação em Bancas Edicase - www.edicase.com.br Distribuição Exclusiva em Bancas Total Express Publicações ASSINATURAS Gerente de Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br tel.: (21) 3503-0306 Digital Diário + Impresso Mensal AssinaturaAnual:R$ 850 / US$ 645 Atendimento ao assinante tel.: (21) 3503-0302 PUBLICIDADE Paula Amorim paula.amorim@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 3503-0309 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lucia Ribeiro - (21) 97015-4654 Marcio Schumann - (21) 3503-0319 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA Av.PresidenteWilson,165 Grupo 413 - Centro CEP 20030-020 - Rio Tel (21) 3503-0303 4 BE Petróleo , nº 452, 1 de agosto de 2018 O Brasil precisa avançar A venda de ativos da Petrobras em áreas terrestres tem potencial para destravar bilhões de reais em investimentos em regiões do Brasil que não contam com o mínimo de infraestrutura e onde predomina a pobreza. São projetos de perfuração, intervenção e recuperação que poderiam dar em- prego a 200 mil pessoas no país de 13 milhões de desempregados, de acor- do com estimativas de empresas que atuam na área. Nossa reportagem de capa detalha esses investimentos e quão depen- dentes estão de o desinvestimento da Petrobras avançar. Cada vez mais em- penhada em tirar o máximo das ultraprofundas águas do pré-sal, a com- panhia não tem mais o apetite de outrora para investir em áreas que pro- porcionarão a ela um resultado mínimo diante do potencial da fronteira de poços únicos de 50 mil barris de óleo equivalente por dia descortinada no pré-sal. Em países como os Estados Unidos, cujas cidades se beneficiaram da exploração do subsolo rico, o desenvolvimento do onshore – que necessa- riamente traz o desenvolvimento regional – se deu por meio da venda de ativos. Médias e pequenas compravam aqueles campos mais maduros das grandes e, pela lógica do negócio, eram obrigadas a fazer novos investimen- tos em busca de retornos proporcionais. Por que não copiar aqui o que dá certo lá fora? É à luz dessas análises que se deve tentar fazer uma leitura das ameaças de ações judiciais de paralisar o desinvestimento da Petrobras. Sociedade de economia mista que é, deve, por lei, exercer papel de desenvolvimento social e regional. Como hoje está focada no pré-sal, que é igualmente im- portante para o país, está mais do que na hora de liberá-la desse fardo e deixar que pequenas e médias empresas em busca, sim, de lucro, façam o investimento que trará riqueza para o interior do país. * * * É na necessidade de avançar que estão assentadas as mudanças que nosso leitor verá nas próximas páginas. Reconhecendo os novos hábitos de leitura, estamos mudando – e pensamos que para melhor. As matérias que saem neste impresso agora são resultado de textos que adiantamos em nos- sa revista semanal digital , que, junto com outras ferramentas digitais que já oferecíamos, buscam atender um leitor cada vez mais conectado e exigen- te. Com uma diagramação mais leve e moderna, e matérias mais aprofun- dadas, buscaremos levar ao leitor de forma mais eficiente as informações, análises e dados de que ele precisa no seu dia a dia.

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