BE Petróleo | Ed. 452 - Agosto, 2018

BE Petróleo , nº 452, 1 de agosto de 2018 43 A startup, que é residente da In- cubadora de Empresas da Coppe/ UFRJ, acredita que haverá deman- da para o produto, pois apenas o Porto de Santos conta com o mo- delo operacional. Já a Kognitus, que também se desenvolve no local, está se espe- cializando na aplicação de tecno- logias de data analytics e inteli- gência artificial para ajudar em- presas do setor a reduzir custos e aumentar a eficiência. Um caso de sucesso da incuba- dora é a Oil Finder, que desenvol- ve modelos computacionais para localizar exsudações de petróleo e gás no fundo do mar. Recentemen- te a empresa abriu um escritório em Lisboa, Portugal, para expandir seus negócios na Europa. “Nosso objetivo é reconectar com antigos clientes, prospectar novos e desenvolver parcerias co- merciais e técnicas com empresas europeias”, revela Cintia Soares, só- cia da empresa. A expectativa é que o fatura- mento da empresa este ano se- ja 60% maior que em 2017, vol- tando aos patamares do período pré-crise. CLÁUSULA DE P&D Mas o que está sendo feito nos níveis que antecedem o nascimento das startups, ainda no meio acadê- mico? Uma boa referência é olhar para a forma como vêm sendo apli- cados os recursos da chamada cláu- sula de pesquisa e desenvolvimen- to, oriundos do faturamento de campos de grande produção de pe- tróleo no país. Desde 2016, quase 70% dos cerca de R$ 1 bilhão de obriga- ções de investimentos gerados fo- ram aplicados na área de Explora- ção e Produção (E&P). Petrobras teve 11 tecnologias premiadas nas três edições do Prêmio Inovação da ANP

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