Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019
Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 37 Case: Valourec Os novos campos e fases de desenvolvimento programados para o offshore brasileiro em 2019 e nos próximos anos também impactam dire- tamente fornecedores de tubos, como a francesa Vallourec. Hoje, a empresa está fornecendo cerca de 90 km de linhas com revesti- mento térmico e mais 30 km de linhas de importação de gás para a segunda fase de desenvolvimento do campo de Peregrino, operado pela Equinor na Bacia de Campos. Os equipamentos, que serão lançados pela TechnipFMC, foram fabricados nas plantas de Jeceaba e Barreiros, em Minas Gerais. O gerente de Relações Institucionais e Comunicação da Vallourec, Hil- deu Dellaretti Junior, relata que as fábricas também têm fornecido para projetos no exterior e, agora, passam por processos de qualificação junto a novas operadoras de óleo e gás no Brasil. “Temos condições de aumentar ainda mais a produção, o que pode resultar na contratação de pessoal”, assinala. SUBSEA A previsão é que haja intensa ati- vidade licitatória ao longo do ano, compreendendo desde segmentos como os de poços e subsea ao de manutenção offshore. Até o fechamento desta edição, a Petrobras promovia concorrências pa- ra contratação de serviços de interliga- ção submarina (SURF) para Mero 1 e Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos, e a expectativa é que a estatal lance as licitações de Mero 2, Búzios V e Revi- talização de Marlim ainda em 2019. Num horizonte de dois anos, acre- dita-se que IOCs como a Equinor e To- tal buscarão SURF para o desenvolvi- mento de Carcará e Lapa, também na Bacia de Santos. Na sequência, no- vas demandas poderão aparecer com Shell e Exxon. O mercado de SURF interessa diretamente a operadores de PLSVs (embarcações de lançamento de li- nhas flexíveis) como a Sapura, que tem dois de seus cinco contratos de afretamento com a Petrobras previs- tos para chegar ao fim em 2019. “Estamos atentos a oportunida- des que estão surgindo, inclusive fo- ra do Brasil, em projetos que reque- rem ativos parecidos com os nossos”, observa o CEO da empresa no Brasil, André Merlino. Ele destaca que os PLSVs da Sa- pura podem também atuar em fun- ções alternativas, como embarcações multipropósito (MPSVs), o que amplia o leque de opções para sua utilização. Além de atender à Petrobras, a empresa trabalha na conexão do ga- soduto que ligará um terminal flutu- ante de regaseificação (FSRU) à ter- melétrica Porto de Sergipe I, da Cel- se, em Sergipe. No longo prazo, a empresa con- sidera diversificar ainda mais os ne- gócios, mas sempre dentro do setor de energia, como em projetos de eó- licas offshore. Compromissos das operadoras em 2019 Bacia 0 5 10 15 20 25 30 35 Nº de poços Potiguar Espírito Santo Santos Sergipe Campos Recôncavo Parnaíba Alagoas Solimões Foz do Amazonas Barreirinhas Poços (exploração e produção) Espírito Santo Sergipe Recôncavo Alagoas Parnaíba 0 200 400 600 2D 0 200 400 600 3D Sísmica exploração (km²) Santos 3145,45 C mpos 1378,43 Alagoas 4 Sísmica produção (km²) Exploração Produção Com forte atuação na área de poços e subsea, a multinacional aposta em novas soluções para re- duzir custos de bens de capital, operacionais, de instalação e co- missionamento para ampliar sua penetração no mercado, incluin- do, é claro, empreendimentos em águas ultraprofundas. Para o vice-presidente da Wea- therford no Brasil, Alaa Abusiam, a chegada de novas operadoras ao pa- ís ampliará a demanda por tecnolo- gias de ponta, como os sistemas de Managed Pressure Drilling (MPD). “Estamos olhando para a próxima geração de MPD: como tornar a so- lução mais leve e inteligente”, conta o executivo. Hoje, a companhia norte- -americana temmais de 60 poços em águas profundas comMPD no país. Entre outros negócios em foco estão os de Drill Pipe Risers (DPR) – são 16 sistemas instalados no offshore brasileiro – e completação de poços, além do descomissiona- mento e abandono de poços. “Estamos conversando com clien- tes; vemos grande potencial de cresci- mento na área”, afirma Abusiam.
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