Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019
44 Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 ENGENHARIA D epois de anos voltado prioritariamente à con- tratação de novas uni- dades, o segmento bra- sileiro de FPSOs afretados vai en- frentar o desafio de executar, pela primeira vez, o descomissionamen- to e a desmobilização de uma uni- dade de produção de grande porte. A operação inédita envolve o FP- SO Cidade do Rio de Janeiro, que tem capacidade instalada para 100 mil barris/dia, pertence à Modec e foi construído especialmente para operar para a Petrobras no campo de Espadarte, na Bacia de Campos. Embora a produção tenha sido suspensa no início do segundo se- mestre de 2018, devido ao fim do contrato de afretamento, e as duas empresas já realizassem algumas operações conjuntas na área, a ati- vidade de descomissionamento do FPSO Cidade do Rio de Janeiro co- meçará a ganhar peso apenas ago- ra, depois que o Ibama aprovou, em meados de janeiro, o plano de des- mobilização da unidade. Até então, a maior parte do trabalho já exe- cutado vinha sendo direcionada à limpeza dos tanques da unidade e de algumas tubulações. Instalado em lâmina d’água de 1.350 m, o FPSO começou a ope- rar em 2007, tendo sido uma das primeiras unidades de grande por- te afretadas pela Petrobras. Além de produzir 100 mil barris/dia de óleo, a unidade tem capacidade pa- ra processar 2,5 milhões de m 3 /dia de gás e pode estocar até 1,6 milhão de barris de óleo. Para se ter uma ideia do desafio envolvido neste tipo de atividade, no caso do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, a previsão é de que a des- mobilização se estenda por todo o primeiro semestre, podendo avan- PRIMEIRO DE UMA LONGA LEVA Petrobras e Modec iniciam operação de descomissionamento e desmobilização do primeiro FPSO afretado de grande porte no Brasil CLÁUDIA SIQUEIRA
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