Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
56 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 DISTRIBUIÇÃO tecnologia blockchain, aplicada a um medidor eletromecânico convencio- nal, deverá ser capaz de identificar e medir energia contratada de uma fonte que não a oferecida pela distri- buidora. Isso permitirá ao consumi- dor acompanhar o processo de com- pensação sem precisar, necessaria- mente, substituir o aparelho por um modelo mais sofisticado. Bem suce- dida, essa aplicação vai permitir ain- da que a EDP Brasil possa comercia- lizar cotas de geração distribuída pa- ra clientes residenciais, a exemplo do que já viabiliza para clientes comer- ciais e industriais. FORNECEDORES Na esteira de toda essa megamo- vimentação das companhias de dis- tribuição de energia, há uma bem- -vinda disputa por bons negócios por parte dos principais fornecedores locais e globais de serviços, softwares e equipamentos para o segmento. O cenário inclui o fato de que as distri- buidoras privatizadas pela Eletrobras no ano passado precisam de um ur- gente up grade tecnológico para po- derem, ao longo do tempo, voltar a ter viabilidade econômico-financeira e qualidade de fornecimento, enqua- drada nos padrões da Aneel. Fabio Castellini, gerente de Ven- das da Schneider Electric, avalia que as distribuidoras de energia não têm outro caminho a não ser investir na modernização dos seus sistemas. “As companhias precisam se reinventar”, afirma. O fato é que ficou muito mais complexo fazer a gestão das redes com todas as novas variáveis que vão sen- do introduzidas e, sem ferramentas de alto nível, fica difícil atender aos pa- drões de qualidade da Aneel. São inúmeras as oportunidades que se apresentam hoje no segmen- to de distribuição. Para além dos pe- sados investimentos necessários em melhoria de eficiência e desempe- nho, há ainda oportunidades pa- ra aplicações de armazenamento de energia como também em relação ao desenvolvimento de microrredes. “É impressionante o número de apli- cações que vemos para isso”, destaca Sérgio Jacobsen, gerente Geral da Di- visão de Smart Grid da Siemens. Em particular, Jacobsen chama a atenção para um projeto de ar- mazenamento, cujo cliente ele ain- da não pode revelar, que consiste na substituição da construção de uma linha de reforço que viria a ser usada somente em poucos momen- tos de pico de demanda. Para Rodrigo Salim, líder deNovas Tecnologias para GE Grid Solutions na América Latina, a tecnologia pas- sa por uma fase de aprendizado, onde as próprias distribuidoras estão veri- ficando o que está disponível comer- cialmente no mercado e o que neces- sitam de fato internamente. Uma bar- reira importante que existe ainda no setor é justamente o curto prazo do repasse da eficiência operacional às ta- rifas. Isso é interessante para os consu- midores, mas não estimula um inves- timento que tenha umretorno fora do curto prazo. Ou seja, a tecnologia tem que ser realmente benéfica e se pagar em pouco tempo, senão não há retor- no no investimento, observa. n Por trás de grandes parques eólicos, há sempre um grande sistema de gerenciamento. relacionamento@spinengenharia.com.br Integração de qualidade. Brasil | Canadá Há mais de 20 anos, atuamos nos mercados de geração, transmissão e distribuição de energia. Para 7% do mercado eólico brasileiro, fornecemos soluções de supervisão, controle e otimização de operação de parques. Ao gerenciar seu parque, conte com quem sabe fazer. Conheça o componente WindPower, que permite gerar fazendas de vento em tempo record, sem erros: bit.ly/2D2jui5 .
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