Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
ISSN0101-7837 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Gisele de Oliveira Redatores Andrea Vialli Antonio Carlos Sil Bruno Postiga Chico Santos Cláudia Siqueira Gabriela Medeiros Gabriel Ramalho João Montenegro Lívia Neves Marcelo Furtado Matheus Gagliano Ana Luisa Egues (est.) Thais Custodio (est.) Programação Visual Ana Beatriz Leta Impressão Aerographic ASSINATURAS Gerente de Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0306 Digital Diário + Impresso AssinaturaAnual: R$ 850 / US$ 645 Atendimento ao assinante tel.: (21) 3503-0302 PUBLICIDADE Paula Amorim publicidade@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 3503-0309 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 Marcio Schumann - (21) 3503-0319 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA Av. PresidenteWilson, 165 Grupo 413 - Centro CEP 20030-020 - Rio Tel (21) 3503-0303 6 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 O SETOR DE ENERGIA E A ECONOMIA Passados cinco meses de 2019, o ânimo do mercado parece dar sinais de mudança, saindo de uma perspectiva positiva para o estado de obser- vação. Esse quadro é reflexo ainda da instabilidade política que perdura há quase cinco anos e não mudou com a eleição presidencial do ano pas- sado, como era esperado. Consequentemente, acaba por interferir na re- tomada da economia. A decisão do Copom em manter a taxa Selic em 6,5% ao ano corrobora essa visão. Um dos motivos que levaram o comitê a manter a taxa foi justa- mente os recentes indicadores da atividade econômica do país, que desacele- rou no final do ano passado e que continua no início de 2019. Apesar de pro- jetar um cenário de recuperação gradual da atividade econômica, o Copom observa que ainda há fatores de risco capazes de estimular a inflação, como o nível de ociosidade produtiva elevado e frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira. O setor de energia acaba por sentir, mais sensivelmente, esse movimen- to negativo do mercado. Em março (último dado disponível pelo ONS até o fechamento desta edição), a carga de energia elétrica no SIN caiu 2,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Um dos fatores que impli- caram nesse resultado foi ainda o ritmo lento da indústria, mesmo após ter conseguido equilibrar seus estoques em fevereiro. Sem um horizonte claro e, no mínimo, satisfatório, a tendência é que o mercado permaneça retraído, à espera das resoluções de questões políticas, tanto no âmbito da macroeconomia quanto no setor de energia. Nesse sen- tido, o governo retomou algumas pautas iniciadas ainda na gestão anterior como forma de dar uma resposta ao mercado, como a modernização do setor elétrico, a abertura do mercado de gás natural e a proposta de revisão do contrato da cessão onerosa. No caso da modernização do setor elétrico e da abertura do mercado de gás natural, as discussões estão começando – o governo tem reunido os agentes de cada segmento para apresentar suas propostas e colher as contribuições. É um processo demorado, que não pode ser discutido e implementado em poucos meses, mas, devido à sua urgência, necessita que as decisões que vierem a ser tomadas sejam certeiras e sufi- cientes para que o país possa novamente encon- trar a rota do crescimento. Gisele de Oliveira Editora Executiva
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