Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
74 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 PETRÓLEO A pós quase três anos sem novos poços exploratórios, a Bacia de Sergipe-Alagoas voltou a receber uma cam- panha, com a perfuração do poço 3-BRSA-1367-SES no bloco BM-SE- AL-4, pela Petrobras. Os trabalhos são conduzidos pela sonda Petrobras 10.000, operado pela Transocean, em lâmina d’água de 2,625 mil m. De acordo com a ANP, a últi- ma perfuração exploratória na ba- cia datava de dezembro de 2015, no bloco SEAL-M-499. Nesse meio tempo, a porção offshore da bacia recebeu apenas dois novos poços de desenvolvimento, no campo de Tartaruga, da UP Petróleo. A retomada das atividades da Pe- trobras na área faz parte dos com- promissos do plano de avaliação da descoberta (PAD) de Moita Bonita, e o resultado da campanha definirá os próximos passos da companhia na região. “As atividades futuras são de- pendentes do resultado do 3-BR- SA-1367-SES”, informou a empre- sa, via assessoria de imprensa. De acordo com levantamento pu- blicado em Cenários Petróleo , portal temático publicado pela Brasil Ener- gia , Sergipe-Alagoas tem mais de 300 poços exploratórios perfurados, mas não há registros de novos indícios de óleo ou gás desde 2015 – ano em que a Petrobras chegou a ter três sondas atuando na bacia: OceanCourage, Pe- trobras 10.000 e Deepsea Metro II. A nova atividade de avaliação ocorre enquanto a Petrobras nego- cia a venda de participação no BM- -SEAL-4 e outras três concessões em Sergipe-Alagoas: BM-SEAL-4A, BM- -SEAL-10, BM-SEAL-11, onde foram feitas as descobertas de Barra, Farfan, Muriú, Moita Bonita, Poço Verde e Cumbe – todas em águas profundas. O prazo para concluir a avaliação dos prospectos vai até 2020. NOVOS PLAYERS Potenciais parceiras e outras ope- radoras compresença na região acom- panham de perto as atividades dos PADs da Petrobras na bacia. É o caso da Enauta, que aguarda os resultados do teste de produção de Farfan – pre- visto para começar em2019 – para de- finir seus próximos passos na região. “Esta poderá ser, talvez, a terceira área demaior prospectividade no pré- -sal brasileiro na avaliação de nossos técnicos”, afirmou Lincoln Guardado, CEO da companhia, durante confe- rência com analistas emmarço. A Enauta é parte do consórcio liderado pela ExxonMobil, com participação da Murphy, que ope- ra seis blocos em Sergipe-Alagoas. As concessões provavelmente estão entre as próximas que terão ativi- dades exploratórias na bacia, já que a petroleira norte-americana pre- tende perfurar em 2020 na região. Além das petroleiras privadas, Sergipe-Alagoas começará a rece- ber novos investimentos da Petro- bras. O Plano de Negócios 2022- 2023 da estatal prevê a instalação de uma plataforma na bacia em 2023, além da construção de uma unida- de de tratamento de gás no estado de Sergipe para viabilizar o escoa- mento e processamento de gás dos campos de águas profundas desco- bertos na região. n OLHOS ATENTOS A SERGIPE-ALAGOAS Após intervalo de três anos, a região volta a receber campanha exploratória e vive expectativa de novas atividades GABRIELA MEDEIROS
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=