Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019

energia em destaque 46 Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 Tudo dominado Os veículos elétricos devem alcançar 56 de milhões de uni- dades até 2040, passando a re- presentar 57% das vendas no setor automotivo, prevê o Elec- tric Vehicle Outlook da BNEF. Já a comercialização de veí- culos a diesel e gasolina deve cair para 42 milhões no mesmo ano de comparação. Em 2018, foram comercializados cerca de 85 milhões de unidades no mundo. O principal indicador dessa tendência se refere aos custos das baterias dos carros elétricos, que devem reduzir acentuadamente nos próximos 20 anos. O estudo da BNEF prevê ainda que esses mode- los se tornarão mais baratos até a metade dos anos 2020 em quase todos os mercados. É esperar para conferir. Recarga certificada Para a montadora Jaguar não basta apenas desenvolver um veículo elétrico, ele pre- cisa ser também abastecido por energia renovável certificada. E esse é o diferencial do I-Pace, lançado recentemente no Brasil. Os compradores do veículo receberão um cer- tificado que garante o fornecimento de energia renovável para recargas tanto na rede de concessionárias da Jaguar como nas residências dos futuros clientes. O certificado é lastreado a I-RECs e fica automaticamente associado ao número do chassis do veículo por oito anos. A iniciativa é uma parceria entre a Jaguar e a ZEG. Sinal verde A Techint recebeu o note to proceed da Eneva para começar o trabalho de mo- bilização da obra de construção da termelétrica Jaguatirica II, de 132,3 MW de ca- pacidade instalada. Inicialmente, a empresa fará o desenvolvimento do projeto de engenharia e há expectativa de iniciar as obras de terraplanagem ainda em 2019. O prazo para a realização do projeto é de 25 meses e deve movimentar até 1,5 mil funcionários diretos e indiretos no pico das atividades. A Eneva negociou a térmica no leilão de suprimento para Roraima, em maio, e se tornou o maior fornecedor da disputa, com 126,2 MW. A usina será abastecida pelo gás natural explorado pela petroleira no campo de Azulão, no Amazonas. Os investimentos somam R$ 1,8 bilhão.

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