Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019

60 Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 EÓLICA nacionalizado entre o final de 2020 e 2021. O modelo já está em opera- ção comercial em outros mercados, o que seria um diferencial em com- paração com os lançamentos anun- ciados, por exemplo, pela Siemens Gamesa e pela GE, ainda em fase de protótipo. A origem dessa máqui- na, segundo Lobo, era uma plata- forma de 4 MW. Mas para o mer- cado brasileiro, há uma adaptação e o aerogerador virá mais potente. Lobo admite que adaptar a ca- deia de fornecedores será um de- safio. “Fizemos uma due diligence antes de tomar a decisão. Não se- rá fácil, mas dá para fazer, como já fizemos ao trazer a plataforma de 3 MW quando todo mundo era 2 MW”, comenta. A Nordex ainda não definiu o fornecedor de pás, por exemplo, mas há conversas com a Aeris, que já entrega as pás de 61,2 metros pa- ra o modelo atual, de 3,3 MW. O novo aerogerador contará com pás de 72,4 metros, com rotor de 149 metros. Outra possibilidade, em- bora mais remota, é a própria em- presa realizar a fabricação dos com- ponentes, algo que a Nordex já faz em outros mercados. Lobo cita a produção das torres, que antes era terceirizada e foi assumida poste- riormente pela companhia. A Nor- dex tem capacidade de entrega en- tre 450 MW e 600 MW. A empresa opera, atualmente, 1,2 GW de capacidade em aero- geradores entregues, para os quais também fornece serviços de opera- ção e manutenção. Além disso, tem 1,1 GW contratado para entrega nos próximos dois anos, ainda da plataforma de 3,3 MW. Desse volu- me, há projetos para o mercado li- vre, inclusive contratados no leilão da Cemig. Já a fabricante de aerogerado- res de origem dinamarquesa Vestas planeja, para o fim do ano, a entre- ga das primeiras unidades do ae- rogerador de 4,2 MW, que anun- ciou para o mercado brasileiro no ano passado e com o qual acumula 1.164 MW em pedidos. Desse total, mais de 80% será destinado para o mercado livre. São compradores da companhia a Echoenergia, com um pedido de 101 MW; a EDF Renewables, com o projeto Folha Larga, de 345 MW; a Casa dos Ventos, com 151 MW; a Engie, com projeto para o merca- do livre Campo Largo, de 361 MW; e a Quadran, empresa de origem francesa que negociou 206 MW do projeto Serrote (Ceará) no leilão da Cemig. Esses parques foram con- tratados por distribuidoras ou con- sumidores livres em 2018. De acor- do com CEO da companhia para a América do Sul, Rogério Zampro- nha, ainda há negociações em an- damento com projetos negociados em 2017. A previsão é que o modelo V150, com 150 metros de diâmetro, tenha o código Finame, para ser financia- do pelo BNDES, no início de 2020. Mas a intenção é adiantar o processo.

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