Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019

74 Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 RH namentos internos e cursos em ins- tituições de ensino no Brasil. Petroleira privada commaior pro- dução no país e participante ativa nas últimas rodadas da ANP, a Shell prevê aumento na demanda de profissionais especializados em toda a cadeia de ne- gócios do setor de óleo e gás. A anglo-holandesa contratou, recentemente, as sondas Catarina, da Petroserv, e Brava Star (Cons- tellation) e planeja, nos próximos anos, perfurar quatro novos po- ços no país, sendo dois na Bacia de Campos, no Parque das Conchas, e dois em Santos (Gato do Mato e Al- to de Cabo Frio Oeste). Maior contratante do país, a Petrobras não promove concur- sos públicos no momento, mas ou- tra estatal, a Pré-Sal Petróleo (PP- SA), tem planos para trazer novos profissionais. Hoje com 44 funcio- nários, a representante do governo nos contratos do regime de parti- lha da produção solicitou, em 2018, autorização para realizar uma no- va seleção pública. O pleito está em análise pelo MME. Flavia Alencastro, gerente de recrutamento da Robert Half, ob- serva que, embora os novos pro- jetos de E&P estejam gerando mais vagas de trabalho, o movi- mento ainda é tímido, e as remu- nerações, limitadas. “Ainda não é possível enxergar um alavancamento salarial para o segmento. Há mais profissionais disponíveis do que vagas. Quan- do falta mão de obra, o salário au- menta, e ainda não é o caso”, res- salta, pontuando que as empresas do setor de O&G costumam ofere- cer bons benefícios e um plano sa- larial interessante. Ela assinala que, além dos perfis técnicos – ligados às atividades de en- genharia –, profissionais da área co- mercial e jurídica também estão sen- do requisitados, em razão da celebra- ção dos recentes contratos e dos des- dobramentos de novos negócios en- tre petroleiras e fornecedores. CADEIA PRODUTIVA Fornecedores do setor ainda es- tão comedidos. Para Tiago Tinelli, vice-presidente de RH da Aker So- lutions Brasil, condiciona o cresci- mento das contratações de pessoal à conquista de novos projetos pela companhia, que tem, no Brasil, um hub mundial de fabricação de equi- pamentos submarinos. Nas atividades desenvolvidas pe- la empresa, os profissionais mais re- quisitados são técnicos que falam inglês com foco no mercado subsea. Já os perfis que apresentam maior escassez são os de funções básicas de manutenção, como delineadores e operadores de guindastes. Focada em atividades de opera- ção e manutenção industrial, a Elfe O&G tem, no horizonte, o plano de recrutar mais profissionais, prin- cipalmente por conta dos projetos da Petrobras, com quem mantém diversos contratos. “Existe a pers- pectiva de aumento de contratação nos próximos meses, como aconte- ceu no primeiro semestre do ano”, conta Rodrigo Freisleben, diretor de Operações da companhia. Focada em atividades de operação e manutenção industrial, Elfe O&G planeja recrutar novos profissionais

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