Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019

10 Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 circuito Lâmpada ultravioleta Agora que as lâmpadas LEDs já se consolidaram no mercado, um estudo revela que é possível emitir luz ul- travioleta sem mercúrio. Uma pesquisadora da Universi- dade Norueguesa de Ciência e Tecnologia criou um no- vo componente eletrônico atóxico, com potencial para se tornar mais barato, mais estável e mais durável que as lâmpadas fluorescentes atuais. A pesquisa utilizou uma nanoestrutura construída com base em grafeno e dois eletrodos metálicos para permitir a alimentação elétrica. Na prática, é um LED, porém um diodo emissor de luz ul- travioleta. Os pesquisadores envolvidos no trabalho acre- ditam que o uso do grafeno é capaz de reduzir ampla- mente o custo das lâmpadas UV. Para isso, o grupo já fundou uma empresa, que pretende colocar a tecnologia no mercado até 2022. Aposta no hidrogênio Relatório publicado pela Agên- cia Internacional de Energia (AIE) recentemente aponta o hidrogê- nio como a base da descarboni- zação para vários setores da eco- nomia mundial. De acordo com o documento, a fonte é o com- bustível do futuro, faltando ape- nas mais políticas públicas pa- ra apoiar os investimentos e, as- sim, promover a redução de cus- tos da sua produção. A estimati- va da AIE é que os custos para implantação de projetos a hidro- gênio possam baixar em 30% até 2030, caso haja o apoio esperado à implantação de políticas de in- centivo. Entre as medidas sugeri- das estão os estímulos à investi- gação e desenvolvimento de me- canismos para reduzir custos, au- mento do uso da fonte em portos industriais e o lançamento de ro- tas internacionais de comércio de hidrogênio, por exemplo. Enquanto isso... ...Um trabalho desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, no Reino Unido, criou um material que promete viabi- lizar o uso de hidrogênio como com- bustível para automóveis. A pesquisa utiliza manganês para construir um material nanoporoso, uma espécie de filtro muito fino, para ser usado no interior de um tanque e, assim, criar uma solução híbrida entre o armaze- namento de hidrogênio sob pressão e o do gás em materiais sólidos. Testes já feitos pelos pesquisado- res mostram que o material permi- te o armazenamento de quatro vezes mais hidrogênio no mesmo volume do que as tecnologias existentes de tanques da fonte – dado importan- te para os fabricantes de automó- veis, pois dá maior flexibilidade ao projeto e autonomia até quatro ve- zes maior. O resultado com o traba- lho é tão significativo que a equipe já criou uma startup para comercia- lizar a tecnologia. Feito do sol e da água Pesquisadores do Institu- to Federal de Tecnologia de Zu- rique, na Suíça, desenvolveram uma nova tecnologia que produz combustíveis líquidos de hidro- carbonetos a partir da luz solar e do ar. A cadeia de processos ter- moquímicos funciona da seguin- te forma: uma usina solar produz combustíveis líquidos sintéticos, que liberam tanto CO 2 duran- te sua combustão quanto o pre- viamente extraído do ar para sua produção. Depois, é feita a con- versão termoquímica dos com- postos para, finalmente, ser pro- cessado para produzir combustí- veis de hidrocarbonetos líquidos através do metanol. O grupo já trabalha em um teste em grande escala em uma torre solar perto de Madri, na Espanha. O objeti- vo é dimensionar a tecnologia pa- ra aplicação industrial e torná-la economicamente competitiva.

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