Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019
energia em destaque 28 Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 Mais energia solar A Alsol construirá uma usina solar para a TMW Energy em um terreno de cerca de 80 mil m², em Campinas (SP). A usina terá potência instalada de 4,75 MWp com projeção de geração de até 7,3 milhões de kWh de energia ao ano. O investimento previsto é de R$ 21 milhões e os módulos fotovoltaicos serão fornecidos pela BYD Brasil. Usina verde A Gás Verde, empresa dos grupos Arcadis e J.Malucelli, inaugurou, em julho, duas operações de biogás no Rio, nos aterros de Seropédica e de Nova Iguaçu. Em Seropédica, a empresa investiu R$ 300 milhões para construir uma usina que purifica o biogás captado pela Ciclos Ambiental, com capacidade para produzir 200 mil m³/dia de biometano. Já o projeto de Nova Iguaçu consiste em uma usina térmica a biogás de 18 MW, onde realiza pré-tratamento para remoção de condensados e siloxanos do biogás adquirido do aterro. Neste empreendimento, foram investidos R$ 100 milhões na usina, que conta com 12 geradores. Até o fim deste ano, a empresa pretende colocar em operação ainda outra térmica, de 8,5 MW, em São Gon- çalo (RJ), que será abastecida pelo biogás do aterro da Foxx Haztec. O investimento neste projeto está estimado em R$ 100 milhões. De olho em solar Furnas estuda instalar três usinas solares, somando cerca de 200 MW, para participação em leilões ou pa- ra ser comercializada no mercado livre. Em paralelo, a estatal acaba de assinar contrato com o consórcio Kyo- -Green para construção de suas primeiras usinas sola- res para autoconsumo. Serão instaladas três usinas, que somam 3 MW, em locais próximos à hidrelétrica Anta, a um investimento de R$ 11,1 milhões. Com o projeto, Furnas espera reduzir em cerca de 40% os gastos anu- ais com energia elétrica em seu escritório central, no Rio. A previsão é que a geração comercial das usinas inicie no primeiro trimestre de 2020. Potencial de gás no MT Um estudo do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) aponta potencial de consumo de 2,1mi- lhões de m³/dia de gás natural no Mato Grosso, em subs- tituição ao diesel, eletricidade e óleo combustível nos três principais setores de atividade econômica local – agrone- gócio, indústria e transporte. O levantamento considerou os gastos com a implementação da planta de liquefação, das unidades de regaseificação e o custo do transporte do GNL para cada uma das cinco regiões do estado. A pes- quisa levou em conta, ainda, a possibilidade de utilizar o ramal Lateral Cuiabá do gasoduto Brasil-Bolívia, hoje sem uso. Atualmente, o gás natural representa apenas 0,01% da matriz energética do Mato Grosso. Biomassa cai A geração de energia das usinas a biomassa caiu 4,7% no primeiro quadrimestre do ano, segundo a CCEE. O desempenho negativo tem a ver com o fato de a safra de cana-de-açúcar começar em abril e também por causa do maior nível de chuvas no início da safra. Já no período entre 2016 e 2018, a produção apresen- ta crescimento de 10%. Entretanto, esse crescimento não está ligado ao setor sucroenergético, cuja geração cresceu apenas 0,2% de 2017 a 2018 e 1% de 2016 a 2017. Desta vez, o desempenho é reflexo de outras fontes, principalmen- te usinas do setor de papel e celulose.
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=