Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019

ISSN0101-7837 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Lívia Neves Redatores Antonio Carlos Sil Bruno Postiga Carlos Vasconcellos Cassiano Viana Chico Santos Cláudia Siqueira Gabriela Medeiros Gabriel Ramalho João Montenegro Lívia Neves Marcelo Furtado Ana Luisa Egues (est.) Thais Custodio (est.) Tratamento de Dados Mauricio Fagundes Rick Marzioni (est.) Programação Visual Ana Beatriz Leta Impressão Aerographic ASSINATURAS Gerente de Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0306 Digital Diário + Impresso AssinaturaAnual: R$ 890 / US$ 645 Assinatura Mensal: R$ 80 Atendimento ao assinante tel.: (21) 3503-0302 PUBLICIDADE Paula Amorim publicidade@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 3503-0309 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 Marcio Schumann - (21) 3503-0319 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA Av.Almirante Barroso, 63, Gr 2007 20.031-003 - Rio de Janeiro Tel (21) 3503-0303 Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 3 De qual transição o gás natural é combustível? O termo transição energética parece ter se tornado - como “disrupção”, “empoderamento” ou “mindset” - um coringa para aludir a um conceito bastante amplo. Ainda que com grandes ressonâncias entre si, existem di- versas transições energéticas – a global, a de cada país, de cada um dos se- tores da economia e de cada consumidor, grande ou pequeno. Mesmo que o significado e as estratégias de transição energética sejam difusos, tem sido frequente a referência ao gás natural como o “combustí- vel da transição”. O energético tem sido, de fato, um importante ponto de interseção entre os setores de óleo e gás e o elétrico. Deixará de ser um “modulador” do sistema elétrico brasileiro para se tornar o colchão de energia firme que o país precisa para dar suporte às renováveis intermitentes, papel atualmente desempenhado pelas hidrelé- tricas. Junto com solar e eólica, será uma das poucas fontes que ganharão participação relativa na matriz elétrica até 2023 – considerando a expansão já assegurada por contratos. No período, as térmicas a gás passarão à fren- te da biomassa e se tornarão a terceira maior fonte de geração, atrás apenas das hidrelétricas e eólicas. O crescimento da geração a gás natural será importante para o esco- amento da produção do pré-sal. E a abertura do mercado, embora ainda incipiente e sujeita a disputas, e o esperado aumento da oferta embasam a expectativa de que essa expansão será competitiva. A transição energética brasileira certamente passa pelo gás – que de- ve começar a perder sua participação relativa na matriz a partir dos anos 2040. Mas o país dispõe de ampla oferta de fontes de energia. Tem pela frente, portanto, o desafio de construir uma visão integrada de todos estes setores, para realizar a própria transição ener- gética da forma mais eficiente e inteligente possível. Acreditamos que as informações e maté- rias da presente edição da Brasil Energia con- tribuem para o debate. Boa leitura! Lívia Neves Editora Executiva

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