Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019

Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 67 gistros de indícios de óleo na área via seis poços. Na época de sua declara- ção de comercialidade, em dezembro de 2013, o volume in situ estimado de Búzios era de 29,9 bilhões de barris de óleo e 1,1 trilhão de m³ de gás natural. Os volumes excedentes aos con- cedidos à Petrobras serão negocia- dos em um leilão programado para novembro, no qual serão ofertados 3,150 bilhões de boe adicionais des- cobertos na área. A Petrobras tem evitado fazer comentários sobre o projeto antes da oferta, mas já ma- nifestou interesse em exercer seu di- reito de preferência para atuar como operadora do volume excedente.  “Os campos sob o contrato de cessão serão particularmente impor- tantes para apoiar nosso crescimento de produção”, assinala a companhia em seu último relatório anual. Com a garantia financeira mais alta entre as quatro áreas em oferta, da ordem de R$ 852 milhões, além do bônus de assinatura mais eleva- do (R$ 68,19 bilhões), Búzios deve ser a primeira área licitada no leilão do excedente. HISTÓRICO Descoberto em 2010 em lâmi- na d’água de 1,9 mil metros, Búzios foi a primeira área a entrar em pro- dução na cessão onerosa, emmarço de 2015, por um sistema de produ- ção antecipada (SPA) com o FPSO Dynamic Producer. A primeira plataforma dedica- da à área, a P-74, começou a operar em abril de 2018, e, em novembro, ela recebeu a companhia da P-75. Ambas as unidades sofreram atra- sos no cronograma, já que foram construídas na época mais aguda da recente crise que a indústria en- frentou no país.  Inicialmente, o grupo Ensea- da Indústria Naval – formado pe- las construtoras OAS, Odebrecht e UTC Engenharia – seria responsá- vel pela conversão dos cascos das quatro primeiras plataformas da cessão onerosa, com entrega previs- ta para ocorrer entre 2014 e 2015.  No entanto, parte das obras (car- ry-over) dos cascos da P-74 e P-76 que seriam executadas no Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, precisa- ram ser transferidas para o Estaleiros do Brasil (EBR), em São José do Nor- te (RS), e para o canteiro da Techint no Pontal do Paraná (PR). Já a con- versão dos cascos da P-75 e P-77 foi concluída pelo Cosco, na China. “Conseguimos gerar mais de no- ve mil empregos ao longo dos cinco anos de construção da plataforma, sendo 70% de mão de obra local, no litoral do Paraná. Temos a satisfação de ter entregado uma plataforma com alto teor de tecnologia brasilei- ra, valorizando a engenharia nacio- nal e a geração de empregos no pa- ís”, ressalta Ricardo Ourique, dire- tor-geral da Techint E&C no Brasil. FUTURO Com primeiro óleo previsto pa- ra 2022, Búzios V também deve ter a conversão feita na China, mas, até o fechamento desta reportagem, o estaleiro ainda não fora anunciado pela Modec. Essa será a primeira unidade do campo afretado a uma O FPSO P-74 foi a primeira plataforma a entrar em operação no campo de Búzios, em abril do ano passado

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