Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019
24 Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 EXPLORAÇÃO O Brasil passará, nos próxi- mos anos, por uma forte aceleração nas atividades exploratórias. Os traba- lhos se voltarão não só ao pré-sal de Santos – o grande filão da indústria – mas a ativos espalhados por ou- tras bacias no Sudeste e Nordeste. Ao todo, 70 blocos leiloados na 13ª, 14ª e 15ª rodadas precisam ter sua primeira fase de exploração encerrada entre o segundo semestre de 2019 e o final de 2025. Há ainda expectativa de início das atividades nos 33 blocos ar- rematados na primeira sessão do regi- me de oferta permanente e nas áreas concedidas durante a 16ª rodada. Para além da Bacia de Santos, onde a maior parte dos investimen- tos tem se concentrado, há perspec- tiva de esforços exploratórios nas bacias de Sergipe-Alagoas, Cam- pos, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Parnaíba, Potiguar e Recôncavo. No offshore, é notável o desloca- mento dos investimentos para Ser- gipe-Alagoas, onde o consórcio en- tre ExxonMobil, Enauta e Murphy Oil planeja iniciar perfurações entre o final de 2020 e o começo de 2021, em busca das primeiras descobertas em seus oito blocos na região. Já a bacia Potiguar deve receber campanhas da Wintershall em bre- ve, em áreas da 15ª rodada. A Pe- trobras também tem estudos geoló- gicos em andamento na bacia, com o objetivo de definir os programas exploratórios que serão executados. A Bacia de Campos também vi- verá uma nova onda de investimen- tos. Principal operadora da região, a Petrobras se voltará para os blocos C-M-210, C-M-277, C-M-34, C-M- 346, C-M-411, C-M-413, C-M-567 e C-M- 709, arrematados nos últi- mos leilões.A companhia já temuma campanha sísmica 4D programada para o campo de Jubarte em 2020, além de um contrato com aWestern- geco para trabalhos de reprocessa- mento de dados adquiridos na bacia. Outra grande petroleira que voltará a investir em Campos é a Shell, que acaba de realizar uma sísmica 3D no bloco C-M-791. As majors BP e ExxonMobil também arremataram blocos na região co- mo operadoras nas últimas roda- das de concessão e programam suas primeiras atividades exploratórias. Empresas de aquisição de dados também estão de olho na atrativi- dade de Campos. CGG, PGS, Spec- trum e TGS já deram entrada em pedidos de licenciamento para cam- panhas na bacia este ano, de olho nas rodadas programadas para o se- gundo semestre de 2019, além dos leilões agendados para 2020 e 2021. Na Bacia do Espírito Santo, Equi- nor e Petrobras avaliam perfurar um poço no bloco ES-M-669 em 2020. O consórcio tem oito blocos na região, sendo a maioria da 11ª rodada, com exigência de aomenos dez perfurações no total – compromisso exploratório que trará alento a uma região sem no- vas descobertas desde outubrode 2015. ONSHORE Em áreas terrestres, historica- mente o foco exploratório esteve na Bacia do Recôncavo, onde operado- PARA ALÉM DO PRÉ-SAL Em números, como se dará a forte aceleração de campanhas em diferentes bacias sedimentares GABRIELA MEDEIROS
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