Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019

26 Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 EXPLORAÇÃO As operadoras dos 13 blocos arrematados nas rodadas de partilha da produção realiza- das entre 2017 e 2018 estão pisando fundo em seus programas exploratórios. A tendência é que as atividades conduzidas pela Petrobras, BP Energy, Equinor, Exxon e Shell no cluster do pré-sal acelerem nos próximos anos. Dois blocos, Norte de Carcará e Sul de Gato do Mato, precisam ter sua primeira fa- se exploratória concluída até 2021 e estão com bom andamento, com planos de ava- liação da descoberta em análise pela ANP. Em setembro de 2018 a Equinor foi a pri- meira petroleira privada a perfurar no regi- me de partilha, com o poço 3-EQNR-1-SPS em Norte de Carcará. Situado em lâmina d’água de 2.051 m, o poço encontrou indí- cios de petróleo e já passa por testes de for- mação com sonda West Saturn, da Seadrill.. Há cerca de três meses, a Shell come- çou a perfurar o poço 3-SHEL-30-RJS, em Sul do Gato do Mato, em lâmina d’água de 2.067 m. Executada pela sonda Brava Star, da Constellation, a perfuração encontrou indícios no começo de agosto. A anglo-holandesa deve avançar sobre o bloco de Alto de Cabo Frio Oeste ainda es- te ano e se prepara para perfurar em Satur- no em 2020. Também no próximo ano há expectativa de que a ExxonMobil perfure o primeiro poço de Titã. Desde outubro do ano passado, a Petro- bras vem perfurando na área de Peroba com a Ocyan ODN-II. Os trabalhos conduzidos em lâmina d’água de 2.200 m resultaram na descoberta de indícios de hidrocarbonetos em janeiro deste ano. A estatal se prepara, agora, para explorar cinco outras áreas de partilha. Programadas para ocorrer entre o primeiro trimestre de 2020 e o segundo de 2022, as campanhas preveem a perfuração de dois poços em Ui- rapuru, dois em Três Marias, um no Entor- no de Sapinhoá, três em Alto de Cabo Frio Central e dois em Dois Irmãos. Entre 2021 e 2022, está previsto o iní- cio da campanha de perfuração da BP em Pau Brasil. O plano da companhia é realizar levantamentos sísmicos na região antes de começar a campanha, que poderá englobar até quatro poços. A PPSA estima que a exploração e o de- senvolvimento das áreas oriundas dos cin- co leilões de partilha já realizados até o mo- mento (incluindo Libra) demandarão a perfuração de pelo menos 11 poços explo- ratórios, 316 de desenvolvimentos, 19 FP- SOs e 316 árvores de natal molhadas, tota- lizando US$ 144 bilhões em investimentos. A previsão é que, em 2028, as áreas estejam produzindo 2 milhões de bopd e 24 mi- lhões de m³/dia de gás. Mas a produção no cluster tende a ser ainda maior, considerando-se os três leilões de partilha já agendados pela ANP. A 6ª ro- dada de partilha está programada para 6 de novembro, com a oferta dos blocos Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Sudoeste de Sagitário e Norte de Brava. Para a 7ª Rodada de partilha, em 2020, estão em análise para oferta os blocos Es- meralda, Ágata e Água Marinha, enquanto para a 8ª rodada, em 2021, são avaliados os blocos Tupinambá, Jade, Ametista, e Tur- malina. E, claro, para produzir, todas essas terão de ser prospectadas, gerando novas deman- das por bens e serviços offshore. Petroleiras avançam NAS ÁREAS DE partilha

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