Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019

Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 57 Helix Q7000 APRESENTANDO Semissubmersível DP3 de intervenção de poços para ambientes rigorosos chegando perto de você. Mais informações: www.helixesg.com no país, ante os 14 da Modec, sua principal concorrente. Parte do período de jejum nas licitações da Petrobras foi imposto pelo bloqueio cautelar da empresa. O grupo ficou impedido de assinar novos contratos com a companhia brasileira por três anos, em função de escândalos de corrupção, sendo liberado apenas no final de 2018, após a assinatura de um acordo de leniência com as autoridades. Seja quem for o comprador, a operação não deve ser finalizada ra- pidamente, tendo em vista a recupe- ração judicial da Constellation. Exe- cutivos ligados aos FPSOs arrolados no negócio estimam, por baixo, pelo menos de quatro a seis meses para sua concretização, possivelmente no primeiro semestre de 2020. HISTÓRICO O ingresso da Constellation no segmento de FPSOs ocorreu em novembro de 2004, com o contra- to de afretamento do FPSO Capi- xaba, originalmente contratado pa- ra operar no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo. Na oca- sião, a empresa ainda era chamada de Queiroz Galvão, sendo batiza- da posteriormente de QGOG. Até então, sua atividade era focada na perfuração onshore e offshore. O movimento ocorreu na ges- tão do ex-diretor de E&P da Petro- bras, Guilherme Estrella. Conheci- do por sua defesa à indústria na- cional, o ex-executivo alterou, na ocasião, o modelo de contratação da petroleira, passando a convo- car apenas empresas brasileiras pa- ra participar das licitações de afre- tamento de FPSOs e exigindo asso- ciação com operadoras estrangeiras para assegurar experiência. Com isso, grandes operadoras internacionais passaram a não ser mais chamadas diretamente pa- ra os processos, o que impôs casa- mentos forçados aos grupos que ti- nham interesse em continuar par- ticipando das concorrências da Pe- trobras. Assim, surgiu a parceria da Constellation com a SBM, a as- sociação da extinta Schahin com a Modec – esta sem participação no equity – e da Ocyan com a Teekay. O FPSO Capixaba entrou em operação em maio de 2006. Depois dela, vieram os contratos do FPSO Cidade de Paraty, que iniciou ope- ração em 2013, do FPSO Cidade de Ilhabela, em 2014, e do FPSOs Cidade de Saquarema e Cidade de Maricá, ambos em 2016. n Com capacidade para processar 150 mil bopd, o Cidade de Maricá é um dos cinco FPSOs dos quais a Constellation está de saída Agência Petrobras

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=