Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019
62 Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 REFINO Embora não seja o foco da refina- ria, o atendimento a mercados fora da região Sul e no exterior não deixa de ser uma possibilidade. “O alcan- ce dos derivados [para outras regiões do país] depende da logística e polí- tica de preços das companhias distri- buidoras. Pode ocorrer exportação dependendo de premissas comerciais e logísticas”, assinala Kawakami. CONCORRÊNCIA Única refinaria de grande porte do Rio Grande do Sul, a Refap pos- sui vantagens competitivas, como a ampla rede de oleodutos e terminais, que garantem o domínio do merca- do local, onde tambématua a Refina- ria de Petróleo Riograndense (RPR). Em razão da localização geográfi- ca e dos sistemas logísticos, as duas re- finarias possuem mercados para seus principais produtos, com áreas de in- fluência definidas pela produção e preços praticados por cada uma delas. INFRAESTRUTURA A Refap conta com unidades de destilação atmosférica, a vácuo, craqueamento catalítico fluido e de resíduo, solventes, coqueamen- to retardado, recuperadoras de en- xofre, tail gas, propeno, geradora de hidrogênio, HDT, hidrodessulfuri- zação de nafta, cogeração a vapor e elétrica e pátio de coque. O Tedut tem oito tanques e capacidade de armazenamento de petróleo de 353 mil m³; oito tanques com capacidade para ar- mazenar 322 mil m³ de derivados e quatro tanques de propriedade da Braskem. Já o Tenit é compos- to por três tanques para armaze- nar 12,7 mil m³ de diesel e dois tanques para 4,8 mil m³ de óleo combustível. Além disso, há três oleodutos que conectam a Refap à Braskem e a uma rede de dutos de pequeno al- cance utilizada no escoamento para as bases primárias existentes no en- torno da refinaria. A Refap possui ainda superávit na geração de energia elétrica, ofe- recendo, assim, oportunidades na venda de energia. n
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