Brasil Energia | Ed. 459 - Outubro, 2019

Brasil Energia , nº 459, 15 de outubro de 2019 9 Bernanrdo Sarruf desenvolveu material para pilhas a combustível Cerâmica para geração distribuída Um material cerâmico que pro- mete mais eficiên- cia e segurança, a um custo me- nor, para o uso de pilhas a com- bustível na gera- ção distribuída foi desenvolvido pe- lo pesquisador da Coppe/UFRJ, Ber- nardo Sarruf. O trabalho foi reco- nhecido com um Prêmio Capes de Tese 2019. O material possibilita alimentar a pilha diretamente commetano, sem precisar pré-reformar este hidrocarboneto. Testada com sucesso utilizando hidrogênio, metano e etanol, a cerâmica mostrou ser capaz de promover a oxidação eletroquímica de hidrocarbonetos sem a chamada coqueificação: deposição de carbono que destrói o eletrodo. Assim, a pilha a combustível pode ser utilizada com ampla variedade de com- bustíveis, sem que estes precisem ser pré-reformados. 900 MW de baterias na Australia... A Neoen SA da França esboçou planos para construir um complexo gigante de energias renováveis ​no sul da Austrália, incluindo armaze- namento de bateria com até nove vezes mais capacidade do que o projeto da Tesla em sua fábrica em Hornsdale, considerado o maior banco de baterias de íons de lítio do mundo. O projeto Goyder South inclui- rá até 1.200 MW de geração eóli- ca, 600 MW de energia solar e 900 MW de armazenamento de bateria, com um investimento inicial de até US$ 687 milhões. Espera-se que a construção do projeto seja iniciada em 2021. ...e hidrogênio a partir do biogás A Agência Australiana de Ener- gia Renovável (Arena) anunciou que aprovou até US$ 6,33 milhões em financiamento para o Hazer Group, uma empresa australiana de energia renovável, desenvolver tecnologia que converterá o biogás do tratamento de esgoto em hidro- gênio e grafite. A Hazer pretende construir até o final de 2020 uma instalação de 100 toneladas por ano para de- monstrar a tecnologia, que conver- te biometano em hidrogênio e gra- fite usando um catalisador de mi- nério de ferro, uma via alternativa de hidrogênio para os processos tradicionais de reforma e eletrólise do metano a vapor. A Arena tem apoiado o crescente foco da Austrália no hidrogênio co- mo fonte alternativa de combustível. No ano passado, a agência conce- deu US$ 14,8 milhões a 16 projetos de pesquisa em hidrogênio. Copel investe em blockchain A Copel prevê investir aproximadamente R$ 3,3 milhões em projeto de P&D que compreende o desenvolvimento de um marketplace descentralizado baseado em blockchain para comercialização de energia renovável provenien- te da geração distribuída. A empresa executora do projeto é o Centro de Pes- quisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), que venceu a cha- mada pública aberta pela distribuidora no ano passado. O projeto abrange a realiza- ção de uma prova de conceito, com base em dados do merca- do da Copel, em um ambien- te simulado em que prosumi- dores e consumidores poderão realizar transações de energia diretamente, que serão firma- das por meio de contratos inte- ligentes através da blockchain . Com início em agosto deste ano, a duração prevista do pro- jeto é de 21 meses.

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=