Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

negócios em petróleo 10 Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 ODN Delba III é da OOS O grupo holandês OOS é o no- vo proprietário da semissubmersível ODN Delba III, que, até agosto, in- tegrava a frota da Ocyan no Brasil. A empresa adquiriu o equipamen- to em outubro,, depois de acertar a operação com um pool de bancos financiadores da unidade, liderado pelo Banco Interamericano de De- senvolvimento (BID). Feita em conjunto com um ban- co mexicano de investimentos, a aquisição da sonda pode marcar a primeira iniciativa do OOS na área de perfuração, já que, até então, o grupo atuava exclusivamente no segmento de flotéis (Unidades de Manutenção e Segurança — UMS). O grupo, porém, ainda não defi- niu se fará obras de adaptação para que a semissubmersível atue como UMS ou se irá efetivamente utilizá-la para perfurar. Entre as oportunida- des em avaliação está o afretamento da sonda para operação no México. Independentemente do destino da Delba III, o OOS planeja adqui- rir outras unidade de perfuração no mercado. No entanto, o ingresso no segmento pode ser dificultado pela falta de experiência do grupo holan- dês na área. Capacitada para perfurar em lâ- mina d’água de 2,4 mil m, a Delba III está parada na Baía de Guanaba- ra (RJ), desde que seu contrato com a Petrobras foi encerrado. Ela deixa- rá o Brasil até o fim do ano. Óleo de Baúna A Karoon e a Shell assinaram contrato de cinco anos para comerciali- zação e transporte do petróleo produzido no campo de Baúna, localizado no sul da Bacia de Santos, no bloco BM-S-40. Segundo o CEO da Karoon, Robert Hosking, o acordo dará acesso a clientes da petroleira anglo-holandesa que, hoje, compram petróleo se- melhante fora do Brasil e permitirá à companhia utilizar navios maiores de transporte, reduzindo custos. O contrato está sujeito ao fechamento da operação de compra de Baú- na, prevista para 2020. O campo foi adquirido da Petrobras em julho, por US$ 665 milhões. Sísmica com nodes em Carcará De olho no desenvolvimento das áreas de Carcará e Carcará Norte, na Bacia de Santos, a Equinor contratou, por US$ 50 milhões, a Seabed Geoso- lutions para executar sua primeira campanha sísmica 3D com ocean-bottom nodes (receptores nodulares posicionados no fundo do mar) no país. A campanha cobrirá área de 410 km², em lâmina d’água profunda. O mapeamento terá início no segundo trimestre de 2020, estendendo-se por cerca de quatro meses. O trabalho para Equinor marcará o segundo mapeamento com nodes contratado por uma petroleira estrangeira no Brasil. A pioneira foi a Chevron, também com a Seabed, em 2012, no campo de Frade, na Bacia de Cam- pos, logo após o acidente que resultou no vazamento de óleo do reservatório. ODN Delba III: semissubmersível deixará o país até o final do ano

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