Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

52 Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 PETRÓLEO “Excluindo-se os não-con- vencionais terrestres norte- -americanos, as regiões que res- tam e são capazes de fornecer descobertas de grandes reser- vas são as águas profundas e ul- traprofundas das áreas de novas fronteiras. As condições geoló- gicas, políticas, jurídicas e eco- nômicas estáveis que ocorrem no Brasil no presente são imba- tíveis. O que poderia afastar as petroleiras dos próximos leilões é a dificuldade para a obtenção de licenças ambientais”, assinala o geólogo Pedro Zalán, da con- sultoria ZAG. De olho nessa tendência, o Conselho Nacional de Políti- ca Energética criou um grupo de trabalho para tratar da explora- ção e produção de petróleo e gás natural na extensão da Platafor- ma Continental Brasileira, além da ZEE, a cerca de 370 km da cos- ta. O principal foco é a faixa pró- xima ao pré-sal, em que, há ex- pectativa de aumentar o volume de reservas do país em cerca de 50%, hoje estimadas em 15,9 bi- lhões de barris. “É uma região que está sen- do tratada como ‘espelho do pré- -sal’, conforme estudos geológi- cos da ANP, que apontam para grandes reservas na área”, desta- cou o ministro de Minas e Ener- gia, Bento Albuquerque, durante a abertura da 16ª rodada de lici- tações, em outubro. A ONU já aprovou pedido do Brasil para incorporar área de 170 mil km² além da ZEE na re- gião sul do país e analisa solici- tações envolvendo áreas nas regi- ões Equatorial e na Oriental/Me- ridional, que inclui a Elevação do Rio Grande, no Sul. O interesse por áreas com pou- co conhecimento geológico depen- derá, porém, das perspectivas de preço do barril. “Quando o pre- ço está relativamente alto, as com- panhias se expõem mais ao risco e apostam em áreas de novas frontei- ras, mas, em momentos como o de agora, tendem a se concentrar em ativos de baixo risco e alto prêmio, como o pré-sal das bacias de Cam- pos e Santos”, acrescenta Zalán. n Tomaz Silva/Agência Brasil O ministro Bento Albuquerque (à esquerda), ao lado do diretor geral da ANP, Décio Oddone , na abertura da 16ª rodada: governo de olho no “espelho do pré-sal

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