Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 69 to mais créditos gerados mais pe- nalizado é o projeto durante a con- versão. Portanto, instalações com baixa simultaneidade tendem a ser muito menos atrativas, avalia. A redução acentuada do retorno sobre os investimentos, bem como o reduzido prazo de adaptação do setor, pode comprometer a atrativi- dade de diversos empreendimentos e a geração de emprego e renda des- te mercado, diz o consultor. Além disso, o reduzido período proposto para a manutenção dos critérios de compensação, de 10 anos, ao invés de 25 anos, impacta de forma im- portante a economia dos empreen- dimentos já conectados. VIGÊNCIA MENOR DAS REGRAS Outro ponto de alerta, para a Absolar, é a proposta de reduzir o prazo de vigência das regras, de 25 anos para 10 anos, no caso de quem já investiu na geração dis- tribuída em 2019. Isto porque pela nova proposta da Aneel, consumi- dores com geração distribuída em operação teriam as condições man- tidas até 2030. Importante lembrar que boa parte dos negócios fecha- dos por empresas de geração distri- buída incluem compromisso e me- tas de economia e de payback do in- vestimento, que seriam afetados. TRANSIÇÃO A proposta em debate prevê um período de transição para as altera- ções. Os consumidores que realiza- rem o pedido da instalação de GD após a publicação da norma (pre- vista para 2020), passam a pagar o custo da rede (TUSD Fio B e Fio A*). Em 2030, ou quando atingido uma quantidade de GD pré-deter- minada em cada distribuidora, ain- da a ser definida, esses consumido- res passam a compensar a compo- nente de energia da Tarifa de Ener- gia (TE), e pagam além dos custos de rede, os encargos. GERAÇÃO REMOTA No caso da geração remota, a proposta prevê dois cenários. Os consumidores que já possuem GD continuam com as regras atual- mente vigentes até o final de 2030. E os novos pedidos de acesso após a publicação da norma, prevista para 2020, passam a pagar custos de rede e encargos, também compensando a componente de energia da Tarifa de Energia. A Aneel diz que estudos e con- tribuições recebidas indicam que, mesmo com a alteração do regula- mento, o retorno do investimento em geração distribuída continua muito atrativo. O payback do in- vestimento é estimado em quatro e cinco anos. Caso o consumidor desejasse gerar sem conexão com a rede (off grid) o investimento com 2015 2016 2017 2018 2019 1.537,703 273,846 91,874 17,317 707,927 829,777 434,080 181,972 74,557 11,881 Pot Instal. (MW) Pot Instal. total (MW) Pot Instal. (MW) Pot Instal. total (MW) Pot Instal. (MW) Pot Instal. total (MW) Residencial Rural Serviço Público 526,614 211,816 75,458 25,398 5,565 1,055 0,266 0,046 0,022 0,017 0,009 0,001 0,001 314,798 136,357 50,060 19,834 4,510 0,789 0,220 0,025 0,005 0,008 0,008 0,001 174,790 74,598 24,715 8,371 1,418 0,125 0,027 100,192 49,883 16,344 6,954 1,293 0,098 0,027 2,171 1,880 1,386 0,433 0,100 0,002 0,002 0,291 0,494 0,953 0,333 0,098 0,002 0 500 2.000 1.000 1.500 Resíduos Florestais Gás de Alto Forno - Biomassa Casca de Arroz Potencial hidráulico Gás Natural Biogás - RU Cinética do vento Biogás-AGR Biogás - RA Bagaço de Cana de Açúcar Biogás - Floresta Radiação solar 2.027,50 1.787,00 138,34 980,00 970,31 655,28 247,98 172,68 149,00 67,20 64,00 11,23 Potência instalada (média, em kW) 0 10 50 60 20 40 Industrial Poder Público Serviço Público Comercial Rural Iluminação pública Residencial 51,87 36,37 29,75 28,58 24,19 22,31 5,82 0 20 60 80 40 Geracao compartilhada Multiplas UC Autoconsumo remoto Geracao na propria UC 73,06 22,30 17,75 11,25 por consumidor por fonte por modalidade 30 GERAÇÃO DISTRIBUIDA - POTÊNCIA instalada (média, em k W) Fonte: Aneel

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