Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020
32 Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 GÁS NATURAL E nquanto o Novo Mercado de Gás engatinha, grandes petroleiras internacionais investem em novas oportu- nidades de negócios no segmento no Brasil, especialmente em proje- tos de GNL que começam a se espa- lhar pelo país. Em 2019, a francesa Total firmou termo de compromis- so com a Comercializadora de Gás S.A., controlada da Cosan, para suprir a usina termelétri- ca (UTE) Imetame I, em Ara- cruz (ES). A empresa brasileira pretende participar do leilão de energia A-4 e/ou do leilão A-5, que serão promovidos pela Ane- el em 2020, e vender a eletrici- dade pelo modelo de Comercia- lização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado. Caso o projeto de 1.638 mil MW de capacidade instalada ven- ça o leilão A-4, o período de supri- mento se dará entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2038; se sair vencedor no A-5, o forneci- mento será feito entre os mesmos dias de 2025 e 2039. A carta de intenções prevê a entrega anual de 84 milhões de MMBTU, o equivalente a um su- primento máximo de 7 milhões de MMBTU por mês de GNL, que será regaseificado em uma unida- de construída no terminal de uso privado (TUP) da Imetame Lo- gística em Aracruz. Também no ano passado, a Shell firmou, por meio da Shell Interna- tional Trading Middle East Limi- ted, termo de compromisso com a Hidrovias do Brasil para forne- cer GNL à UTE Vila do Conde, em Barcarena, no Pará. O acordo com a subsidiária da petroleira anglo-holandesa prevê o suprimento do combustível por 25 anos, caso a energia da UTE – que terá potência bruta de 1.666 MW – O AVANÇO DO GNL IOCs saem na frente e aproveitam oportunidades no Brasil enquanto os produtores não viabilizam demanda para a oferta do pré-sal GABRIELA MEDEIROS
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=