Brasil Energia | Ed. 463 - Junho, 2020

Brasil Energia , nº 463, 30 de junho de 2020 3 ISSN0101-7837 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Lívia Neves Redatores Ana Luisa Egues Antonio Carlos Sil Bruno Postiga Carlos Vasconcellos Chico Santos Cláudia Siqueira Gabriela Medeiros Gabriel Ramalho João Montenegro Lais Carregosa Lívia Neves Marcelo Furtado Rafael Luis Fernandes Thais Custodio Tratamento de Dados Mauricio Fagundes Rick Marzioni (est.) Programação Visual Ana Beatriz Leta Impressão Aerographic ASSINATURAS Gerente de Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0306 Digital Diário + Impresso AssinaturaAnual: R$ 945 / US$ 645 Assinatura Mensal: R$ 85 Atendimento ao assinante tel.: (21) 3503-0302 PUBLICIDADE Paula Amorim publicidade@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira -(21) 99698-0274 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA Av.Almirante Barroso, 63, Gr 2007 20.031-003 - Rio de Janeiro Tel (21) 3503-0303 Entre grandes urgências A queda de demanda sem precedentes causada pela pandemia do novo Coronavírus - calculada pela Agência Internacional de Energia em 6% pa- ra este ano - se impôs, obviamente, à frente do combate à crise climática na agenda do setor de energia. Ao mesmo tempo, a pandemia também acele- rou processos e forçou reflexões. No setor elétrico, um bom exemplo é o novo patamar de importância alcançado pelas tecnologias de automação e inteligência artificial na distri- buição, tema de reportagem desta edição, que ajudam a mobilizar menos equipes em tempos de restrições de deslocamento. Temos ouvido falar bastante do“day after”, o dia seguinte ao estado excep- cional em que nos encontramos em função da pandemia de Covid-19. On- de o setor de energia chegará quando atravessar essa crise sem precedentes? Há apenas seis meses a crise climática esteve no topo da agenda da elite econômica em Davos, a BP assumiu metas para zerar suas emissões e era crescente a cobrança popular e de consumidores por incentivos às renová- veis (vide a adesão à campanha contra a “taxação solar”, que resultou em PLs no Congresso e adiou uma decisão prevista pela Aneel, no caso da re- gulação da geração distribuída). Novas urgências surgiram - temos à frente o enorme desafio de lidar com desemprego em massa e endividamento altíssimo dos governos. Mas o impacto que a pandemia terá a longo prazo, no rumo da transição ener- gética, depende de decisões tomadas agora. O petróleo mais barato pode ampliar a competitividade em relação a tecnologias renováveis e o produtivo pré-sal continua rentável mesmo com o barril a US$ 30. O MME estima que o Brasil será um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo até 2030. Ao aderir a TCFD, força tare- fa do G20 por estabilidade financeira, a Petrobras sinalizou que aposta em tecnologias de redução de emissões, com reinjeção e captura de CO 2 por exemplo e redução de custos de produção para poder competir com as re- nováveis. A companhia segue focando na produção de petróleo, desinves- tindo atividades acessórias. Globalmente, persiste a pressão contra a crise climática no topo da agenda de retomada. A AIE e o FMI publicaram em junho relatório pro- pondo aos governos pacote de US$ 1 trilhão por ano em três anos - cerca de 0,7% do PIB mundial - para estimular o crescimento econômico, criar empregos e reduzir emissões de carbono, ao mesmo tempo em que trans- formam o setor de energia. O plano, dizem, pode impulsionar o crescimen- to econômico global em uma média de 1,1 ponto percentual por ano. Mesmo antes da pandemia, já havia uma transi- ção em curso no setor de energia, ao menos no dis- curso. Essa, por enquanto, a pandemia ainda não deu sinais de ter conseguido impulsionar. Lívia Neves Editora Executiva

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