Brasil Energia | Ed. 463 - Junho, 2020
Brasil Energia , nº 463, 30 de junho de 2020 33 nha de frente das operações em campo, passaram a correr risco mortal de contrair uma doença extremamente perigosa e preci- sam ser resguardados. Num panorama ameaçador como esse, e sem data para aca- bar, nunca os investimentos em tecnologia smart grid – os mais antigos, feitos a custos bastante elevados – se comprovaram tão acertados como agora. Grupos que saíram na frente na modernização de seus parques elé- tricos, como Neoenergia, Copel, Enel e Cemig, hoje estão em me- lhor condição de operar e gerir seus ativos, minimizando os riscos para seus colaboradores, porque foram capazes de enxergar adiante, mes- mo sem ter a menor ideia do que o futuro reservava. Mais do que, isso, conseguem manter a qualidade do fornecimen- to dentro do “padrão Aneel”, além de economizar preciosos recursos financeiros, agora escassos ante o derretimento do consumo de ener- gia, associado ao crescimento ace- lerado da inadimplência. “É algo que nos ajuda muito. Automação e digitalização são fun- damentais e estamos acelerando esse processo de transformação”, revela Heron Fontana, Superinten- dente de Smart Grid da Neoener- gia, grupo responsável por três dis- tribuidoras no Nordeste – Coelba (BA), Celpe (BA), Cosern (RN) - e uma no Sudeste, - Elektro (SP). Quanto mais automatizadas as redes, menor a necessidade de mo- vimentar pessoal. Só no último tri- mestre, 50 cidades receberam sis- temas de reconfiguração de rede – self healing – que também podem ser comandados remotamente, a partir dos centros de operação das companhias. Em 2019, os investi- mentos em digitalização somaram R$ 230 milhões e já há, no total, 500 sistemas de self healing em funcio- namento nas quatro áreas de con- cessão. Na ponta consumidora, os clientes das companhias da Neoe- nergia dispõem de aplicativos de celular com os quais podem resol- ver as demandas mais críticas, sem precisar se deslocar a agências de atendimento. Na Copel, conta Júlio Omori, Superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais, um aporte de R$ 9 milhões em medidores inteligen- tes no município de Ipiranga, loca- lizado a cerca de 170 km da capital, Curitiba, permite também corte e religamento à distância. Da experiência adquirida nessa iniciativa, a empresa prepara ago- ra um mega projeto de 1 milhão de pontos, em que só uma das fases de implantação irá exigir desembolso de R$ 750 milhões. Com extensas áreas rurais, a instalação de religa- dores monofásicos, destaca ainda Omori, está evitando trabalhosos deslocamentos de equipes. “Dispo-
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