Brasil Energia | Ed. 464 - Agosto, 2020
Brasil Energia , nº 463, 30 de junho de 2020 77 Como fica, agora, a carteira de contratos de árvores de natal molhadas (ANMs) da Aker Solutions no Brasil? Temos trabalhado para entregar as ANMs referentes ao projeto Mero I – acabamos de entregar as primei- ras quatro de 13 do contrato. Também estamos em fase avançada na fabricação dos sistemas de controle para os projetos de Johan Castberg, Troll and Askeladd da Equinor na Noruega, além do último manifold do pro- jeto WAG e outros projetos menores. No entanto, ain- da estamos trabalhando com cerca de um terço da nos- sa capacidade no Brasil. A maior parte das operadoras anunciaram redução de 20% a 30% nos investimentos e muitos projetos foram adiados, seja pelos efeitos da covid-19 seja pela crise global do petróleo. Participa- mos recentemente da licitação de ANMs de Mero 3, e há as novas fases de desenvolvimento de Mero e Búzios por vir, entre outras oportunidades, mas isso só vai ser percebido na fábrica possivelmente no final de 2021. A empresa acredita estar bem posicionada para ganhar a concorrência de Mero 3? Certamente. Ao longo do desenvolvimento do pro- jeto Mero 1 vencemos desafios e temos entregado todos os equipamentos dentro dos prazos contratuais e com excelente nível de qualidade. Também já entregamos os conjuntos de ferramentas e o sistema de workover re- queridos para a campanha de instalação. O mais impor- tante: tivemos zero incidentes em termos de SMS (HSE). Temos nossa equipe de serviços qualificada e mobilizada e já iniciamos as atividades de instalação dos primeiros equipamentos do projeto. Acreditamos que essa experi- ência adquirida nos posiciona como a melhor proposta de valor para nosso cliente emMero 3. Além de ANMs, que equipamentos estão sendo construí- dos na fábrica do Paraná? A planta de São José dos Pinhais também está ap- ta para a fabricação de ferramentas, módulos de mani- folds, sistemas de conexão (vertical-horizontal) e siste- mas de controle submarino. Concluímos, recentemen- te, projeto para a Total, em Lapa, e temos projetos me- nores para IOCs no Brasil e no exterior. Como a Aker Solutions enxerga a demanda por bens e serviços submarinos nos próximos anos? A crise de petróleo e redução dos investimentos im- pactaram o mercado subsea consideravelmente. No en- tanto, embora alguns tenham sido postergados, ainda vemos um número razoável de oportunidades e con- tratos para os próximos anos, incluindo as próximas fases de Mero, Búzios, entre outros. Mas não vemos re- tomada para execução de contratos antes de 2021. Pro- vavelmente, essa curva somente será percebida nas fá- bricas no final de 2021 ou meados de 2022. E quanto aos negócios brownfield? A entrada de novas operadoras, como a Trident Energy, abrirá oportunidades? Temos bases de serviços em Macaé, Rio das Ostras, no estado do Rio, e Serra, no Espírito Santo. Temos trabalhado muito próximos às novas operadoras, in- clusive a Trident. É uma oportunidade que vemos. Es- tamos bem posicionados, inclusive para fornecer ser- viços de EPC (topside). Seguimos atuando de manei- ra bastante forte com a Petrobras e outras operadoras, mas houve, de fato, impacto considerável na crise, em especial por conta da hibernação de plataformas. Por outro lado, vemos perspectivas de retomada dos ser- viços – seja pelo desinvestimento da Petrobras ou jun- to às IOCs que gradativamente começam a contratar serviços no Brasil. A Aker firmou algum contrato recentemente para forne- cimento de equipamentos fabricados no Brasil destinados a projetos no país ou no exterior? Como anunciado recentemente e reforçado pelo nosso CEO, Luiz Araujo, na divulgação dos resultados do segundo trimestre, conquistamos dois projetos im- portantes da Equinor : Askeladd, um desenvolvimento de gás natural no Mar de Barents, e Breidablikk, grande descoberta de óleo no Mar do Norte, ambos na Norue- ga. As ANMs e os sistemas de controles serão manufa- turados no Brasil. A companhia planeja novos investimentos no Brasil, na ampliação de instalações, contratação de pessoal, projetos de P&D etc.? A companhia mantém seu compromisso de lon- go prazo com o Brasil, prova disso é a transferência de projetos grandes e estratégicos globais para serem rea- lizados no país. A princípio, não prevemos ampliações, uma vez que estamos trabalhando com grande capa- cidade ociosa. Nossa perspectiva é que possamos vol- tar a contratar em 2021, de acordo com as demandas e novos contratos. Em P&D, continuamos investindo
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