Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020
Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 13 da em um planejamento energético mais integrado e regionalizado. No cálculo do balanço entre oferta e demanda, o potencial da GD passará a ser considerado em subsistemas - microrredes - dentro das redes das distribuidoras, com promessa de melhoria da qualidade de energia, redução tarifária, ilha- mento em caso de falta de energia na rede pública e até mesmo retor- no em receita para os donos das mi- ni e microusinas. Tal cenário, na prática, ainda está distante, mas o planejamento inte- grado de recursos energéticos distri- buídos já é realidade. Acontece nos Estados Unidos – em estados como Nova York e Califórnia - e em alguns países da Europa, onde autoridades começam a fazer as contas de como abastecer as cidades não só com a construção de grandes usinas cen- tralizadas, mas também aproveitan- do o“varejo”das milhares de peque- nas plantas existentes. No Brasil, estão em andamento projetos piloto, desenvolvidos por grandes companhias - como Copel, CPFL Energia e Neoenergia - que fornecerão à Aneel subsídios para uma regulação apropriada, ainda não disponível no país. Também são desenvolvidas aplicações “ behind the meter ” – im- plantadas internamente para gran- des consumidores. Elas são supor- tadas por empresas como Siemens, Hitachi-ABB Power Grids e AES Tietê, que vislumbram oportuni- dades no fornecimento de produ- tos e serviços e, principalmente, na criação de inteligência de alta com- plexidade para comando e controle dos novos arranjos. VIZINHANÇA HI-TECH “Se tenho uma planta solar em casa, vou viajar e, por isso, acabo originando um excedente de produ- ção de eletricidade, por que não tor- ná-la disponível para a rede do meu bairro e ser remunerado por essa oferta? Ganho eu e os vizinhos que Projetos de P&D podem gerar nova regulação para uma maior descentralização das redes
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