Brasil Energia | Ed. 466 - Dezembro, 2020

ENTREVISTA Tim Hosking 74 Brasil Energia , nº 466, 1 de dezembro de 2020 Como o Brasil se insere na estratégia global da Karoon? Embora a nossa matriz esteja localizada em Melbourne, na Austrália, a nossa estra- tégia de crescimento está baseada no Brasil, onde identificamos as melhores oportuni- dades para alavancar nossa atuação. Atual- mente, nosso foco está voltado para o pro- cesso de desinvestimento da Petrobras. Nos- sos geólogos estão atentos às oportunidades ofertadas pelos campos maduros que estão sendo vendidos pela empresa brasileira. Quantas sondas a Karoon pretende con- tratar nos próximos anos para desenvolver seus ativos no Brasil? Apenas uma sonda. Ela terá contrato de 12 meses, com início previsto para o pri- meiro trimestre de 2022. A unidade fará quatro intervenções em Baúna, dois poços de desenvolvimento em Patola e um poço de avaliação em Neon. Se o teste em Neon tiver sucesso, esperamos utilizar a mesma sonda na naquela área entre o fim de 2023 e início de 2024. Mas, como eu disse, tudo depende do bom resultado de Neon. Cinco empresas estão disputando o con- trato da sonda que irá operar em Baúna (Cons- tellation, Maersk, Seadrill, Dolphin e Vallaris). Com qual delas a Karoon está negociando? Quando a negociação será concluída? Ainda não concluímos as negociações, estamos avaliando as propostas. Das 11 propostas recebidas, quatro estão na frente. Há propostas que se destacam pelos preços competitivos, outras pelas questões técnicas. Nomeiodisso tudo, há a questãodo conteú- do local. Portanto, estamos trabalhando bas- tante para definir amelhor oferta. Como está o cronograma do projeto de Patola? O primeiro poço de Patola está pro- gramado em junho/julho de 2022, en- quanto o primeiro óleo está previsto pa- ra o último trimestre do mesmo ano. E as negociações para afretamento das embarcações de apoio (PSVs) e dos helicópte- ros para o desenvolvimento de Baúna? As contratações estão concluídas. Os helicópteros foram contratados junto TODOS OS CAMINHOS POR FELIPE SALGADO E ANA LUÍSA EGUES S e depender da Karoon, a porção sul da Bacia de Santos será palco de muita movimentação nos próximos anos. Após concluir a aquisição do campo de Baúna, na Bacia de Santos, junto à Petrobras, a companhia pretende definir o vencedor da licitação para afretamento da sonda de perfuração que será uti- lizada para desenvolver o ativo, que contempla os reservatórios Baúna, Piracaba e Pa- tola. Em ummundo perfeito, afirmou o diretor-geral da companhia para a América do Sul, Tim Hosking, nessa entrevista a Brasil Energia , todos os campos à venda da Petrobras poderiam ter o perfil de Baúna.“Nós temos interesse em campos produto- res que estejamnametade de sua vida útil, comáreas próximas que tenhampotencial produtivo para realizarmos tie-backs”, diz.

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