Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
ENTREVISTA CARLOS ALBERTO OLIVEIRA 10 Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 na medida em que esse crescimento se deu sustentado em ativos de maior valor, como é o caso do pré-sal. E, daqui pra frente, como o senhor vislumbra a área de E&P? Mais segura, mais rentável, mais resi- liente. Nosso objetivo é manter o patamar de produção no horizonte de cinco anos, mesmo após os desinvestimentos previstos no nosso plano estratégico, mas gerando cada vez mais valor e resiliência a baixos preços de petróleo. Com o segmento de E&P comprometido com a sustentabilida- de e preocupado em reduzir custos e ser mais eficiente constantemente, seremos capazes de produzir uma energia mais acessível para a sociedade, com cada vez menos emissões de carbono e maior gera- ção de valor para o acionista. A curva de produção do PE 2021-2025 foi projetada tendo em vista o cenário para o excedente da cessão onerosa? O volume de excedente da cessão one- rosa de Itapu e Búzios foi incluído na cur- va de produção divulgada. Para Itapu, pre- vemos iniciar a produção utilizando a P-71 em 2023. A previsão de entrada para as unidades adicionais de Búzios é a partir de 2024, sendo um FPSO no mesmo ano com capacidade de 225 mil barris/dia, e outras dois em 2025, com capacidade de 180 mil barris/dia. As restantes entram nos anos seguintes, podendo chegar até sete unida- des adicionais para produzir o volume ex- cedente. Na curva projetada, previmos que o acordo de coparticipação com nossos só- cios passaria a vigorar a partir de setembro de 2021. Não incluímos nessa curva, o ex- cedente da cessão onerosa de Atapu e Sé- pia, que depende da realização de licitação por parte do governo. Quais projetos de E&P ainda estão por vir no desinvestimento? No Plano Estratégico 2021-25, in- cluímos, em adição aos desinvestimen- tos previstos no Plano Estratégico 2020- 24, os desinvestimentos de Albacora e Albacora Leste, além da busca de um parceiro para o cluster Marlim. Exceto se houver uma grande ruptura nas pre- missas econômicas assumidas no nosso Plano Estratégico, não prevemos outros movimentos de desinvestimento adicio- nais aos que foram previstos no plano. Então, Marlim e Albacora Leste fe- cham a lista de grandes projetos sem possibilidade de a Petrobras abrir proje- tos do pré-sal de Santos para venda? Em linha com a nossa estratégia de focar em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, não prevemos colocar à venda ativos no pré- -sal da Bacia de Santos. Não prevemos colocar à venda ativos no pré-sal da Bacia de Santos
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