Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

ENTREVISTA CARLOS ALBERTO OLIVEIRA 12 Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 timentos da fase de desenvolvimento da produção) de Barra, Farfan e Muriú, áreas drenadas pelo projeto de SEAP1, que terá seu início de operação após 2025. A ida ao mercado para iniciar o processo de contra- tação do FPSO está prevista para 2021. O FPSO de Sergipe virá sob o modelo de BOT (Build Operate Transfer)? Estamos avaliando, ainda não conclu- ímos. É uma possibilidade que ainda esta- mos aprofundando. Como estamos na fa- se 2 e as alternativas ainda estão competin- do. Não tem uma definição para dizer que vai ser, mas para nós seria interessante ter um piloto com BOT porque nunca experi- mentamos, sempre fizemos afretamento. Mas é obvio que ele tem que se justificar na perspectiva econômica e na sua viabili- dade. E aí a influência do mercado conta também porque temos que testar o merca- do e ver se ele está disponível para entregar um BOT, ainda mais nessa conjuntura atual, já que no BOT a gente acaba que tem que combinar uma forma de fazer o pagamen- to, definir se vai ser mais antecipado. Não é só a questão econômica, a mercadológica também conta. Não temos ainda fechado. Temos a expectativa de utilizar. Pode ser até que seja no próprio Sergipe Águas Profun- das, mas ainda estamos avaliando. BOT é opção para outros projetos também? Como andam, no geral, os es- tudos para essa alternativa? A Petrobras continua avaliando a im- plementação do modelo BOT, como al- ternativa às modalidades de EPC e afre- tamento, para eventual uso em um dos seus próximos projetos. Para tanto, tem desenvolvido documentos técnicos e contratuais que podem vir a ser utiliza- dos em futura contratação do FPSO. Optando pelomodelo de BOT, a Petrobras utilizará projeto próprio ou do fornecedor? Também estamos avaliando isso. Não te- mos essa configuração. O provável e mais razoável quando a gente faz um projeto de BOT é que use projeto próprio porque depois acabamos absorvendo a operação quando a gente quer ter ummodelo Petro- bras de operar. Então, tende mais a ser um projeto próprio, mas pode também ser um mix. Podemos reduzir, flexibilizar em algu- mas das diretrizes que compõem o projeto. Além das licitações que já estão em curso para Búzios, Mero e Parque das Ba- leias, quantos FPSOs a Petrobras irá con- tratar/afretar até 2025? Entre os 13 FPSOs para entrar em pro- dução até 2025, oito já estão contratados (Sépia, Mero 1, Mero 2, Mero 3, Búzios 5, P-71, Marlim1 eMarlim2) e cinco estão em contratação (IPB, Búzios 6, Búzios 7, Búzios 8 e Mero 4). Além disso, também temos a previsão de iniciar a contratação de FPSOs para entrar em produção após 2025, em projetos que estão sendo elaborados. Clique aqui e leia a entrevista completa, exclusiva para assinantes

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