Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 55 do Sul. Foram consideradas também co- mo variáveis os tipos de contratos (dis- ponibilidade ou quantidade) e sazonali- dades (flat, conforme geração e confor- me perfil de cargas das distribuidoras). No caso retrospectivo, a equipe da consultoria recolheu os dados de cada região e as informações do PLD som- bra real calculado pela CCEE de 2019 e fez cálculos para avaliar qual seria o impacto caso a precificação horária esti- vesse de fato ocorrendo. Segundo o di- retor técnico da Abeeólica, Sandro Ya- mamoto, a modelagem não identificou aí nenhum impacto significativo, positi- vo ou negativo, para as cinco regiões e nem para os vários tipos de contrato. Is- so ocorreu apenas em casos pontuais, mas sem relevância para considerar nas conclusões gerais. Para Yamamoto, essa análise era confirmada pelos próprios associados, que também fizeram suas próprias si- mulações ao longo de 2020. Além do mais, afirma, em razão do preço se- manal funcionar por patamar, durante a madrugada, no patamar leve, entre 23h e 6h, o preço já era menor. “O que ocorre agora é mais granularidade nas horas, mas não é a introdução do PLD horário que torna o preço nessa faixa ser menor”, disse. Já na análise prospectiva, com ba- se nas premissas das regiões e tipos de contratos, a modelagem matemáti- ca criou cenários de preços para 2 mil horários e não encontrou nas análises aumento significativo de risco dos ati- vos eólicos. Se não significativo, po- rém, a PSR em sua conclusão também reconheceu para um aumento de risco e um desafio maior que, porém, não seriam exclusividade da geração eólica, já que por exemplo novos consumido- res industriais no ACL, com frequente e alto consumo, também precisarão se adequar aos vários cenários em que fi- carão expostos. Sandro Yamamoto, da Abeeólica: mais granularidade nas horas João Sanches: Trinity produziu estudo baseado em um parque eólico do Rio Grande do Norte

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