Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

92 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 GÁS Segundo a TBG, outras cinco em- presas estão avaliando a contratação dos Produtos de Curto Prazo da trans- portadora de gás natural. A empre- sa acredita que os Produtos de Cur- to Prazo são fundamentais para a fle- xibilização do mercado de transporte e para a cadeia produtiva do gás na- tural, ao permitirem o atendimento com eficiência a demandas sazonais e mesmo pontuais. A TBG considera também que a de- manda pelos contratos de curto prazo está dentro das expectativas. “Temos tido contatos frequentes e crescentes com vários agentes de mercado inte- ressados justamente no atendimen- to de demandas sazonais e, principal- mente, no atendimento ao mercado de geração termelétrica”, informou à Brasil Energia . A transportadora en- xerga dois tipos de perfil de cliente no segmento de curto prazo: empresas interessadas na comercialização do gás natural, e consumidores finais que pretendem migrar do mercado cativo para o mercado livre. Por ora, Rivaldo Moreira Neto, CEO da consultoria Gas Energy, ain- da vê pouco espaço para clientes in- dustriais e distribuidoras de gás ex- plorarem a possibilidade de contra- tações de curto prazo. “Certamen- te, no futuro, essa modalidade será fundamental para a flexibilização do mercado, mas por enquanto, ainda há pouco incentivo para essas em- presas migrarem para contratos in- terruptíveis”, diz. Para Rivaldo, os primeiros contra- tos de curto prazo são importantes pa- ra que os clientes entendam melhor o funcionamento da solução. “À medida que o mercado ficar mais robusto, com novos ofertantes, a demanda por essa modalidade de transporte tende a cres- cer”, avalia. Esforço visível Os contratos de transporte de gás de curto prazo, no entanto, são ape- nas um dos primeiros passos rumo a uma infraestrutura mais aberta e mais flexível. Rafael Lamastra Jr., presiden- te da Compagas, distribuidora de gás do Paraná, observa que o esforço das transportadoras em se aproximar das O setor de transporte de gás passou a operar com um novo modelo de contratação de capacidade, por entrada e saída

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