Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021
Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 115 A pesar das indefinições re- gulatórias, projetos de re- des inteligentes começam a ganhar densidade no país, com alguns deles bancados por recur- sos próprios das distribuidoras. A pan- demia reforçou a tendência de digitali- zação e automação, uma forma de re- duzir custos e elevar eficiência, enquan- to a modernização faz as concessioná- rias começarem a estudar novas receitas advindas da maior inteligência na rede. Em abril, os habitantes de Pato Bran- co (PR) começarão a receber uma novi- dade: serão instalados os primeiros me- didores inteligentes do projeto que a Copel pretende levar a 462 mil ligações no sudoeste do Estado, um projeto de R$ 250 milhões, o maior do país. Até o fim do primeiro semestre, a empresa deve licitar a segunda etapa do projeto, que poderá representar a insta- lação de mais de um milhão de medido- res e cerca de R$ 750 milhões em inves- timentos. A Copel prevê retorno de dois dígitos com o projeto em seis a sete anos, tendo como principal motivador a redução de despesas operacionais. “Nosso medidor fica depois do disjuntor, então há dificul- dade para avaliar se a queda de energia é de algum problema nosso ou do clien- te. Com os novos medidores, também fazemos a mudança do posicionamento. Isso reduzirá despacho de equipe, por exemplo”, diz Julio Omori, superinten- dente de smart grid e projetos especiais. Em razão de inadimplência, algumas ve- zes, se fazem 100 mil cortes por mês. “Os religamentos podem ser automáti- cos, o que pode gerar também redução de custo operacional”, complementa. Em 2018, a Copel fez um projeto piloto de rede inteligente em Ipiranga (PR). Houve redução de 50% do indi- cador de DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e a leitura passou a ser remota. Antes, Julio Omori, superintendente da Copel: motivador: reduzir despesas operacionais
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