Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 119 Segundo ponto de indefinição: o tempo de amortização dos equipa- mentos é estimado pela Aneel em 13 anos, mas esse é um ponto de pre- ocupação. A Copel estima que seja de no máximo dez anos. “Esse é um pleito sobre o qual temos conversa- do com a agência reguladora. É uma nova tecnologia sobre a qual não se sabe quando terá substituição. É pre- ciso analisar a vida real do aparelho – se for de oito anos, seriam oito anos de reconhecimento” afirma o execu- tivo da Copel. Terceiro, as concessionárias estão em conversas com a Anatel para que seja aberta uma frequência de es- pectro abaixo de 1 GHz para empre- sas de água, gás e energia elétrica. Com as redes inteligentes, aumen- ta a necessidade de comunicação com religadores, medidores, senso- res e as equipes em campo. Hoje ou se usa rede de uma operadora ou se monta a própria. “Em uma frequên- cia abaixo de 1 gigahertz, a propa- gação de sinal é muito maior, então a necessidade de instalação de torres é muito menor”, afirma Fontana, da Neoenergia. No projeto em Atibaia, a empresa teve de instalar seis tor- res, quantidade que poderia ser re- duzida pela metade com uma frequ- ência mais baixa. Quarto: a tecnologia nova insere as redes em um universo de novos ser- viços como geração distribuída solar, mobilidade elétrica, armazenamento e serviços ancilares, abre a oportuni- dade para criação de tarifas horárias e pré-pagamento, mas muitos pontos ainda estão sem definição regulató- ria. Investir na tecnologia poderia re- duzir também investimentos em nova geração por propiciar maior eficiên- cia energética. Tudo isso sob o contexto de discus- são da potencial abertura do mercado livre de energia, o que reduziria o am- biente regulado, o maior ganha pão das distribuidoras. n Medidor inteligente da Enel, desenvolvido dentro do projeto de Pesquisa & Desenvolvimento da Aneel

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