Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

136 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 BIOMASSA A geração de energia a bio- massa tem hoje uma capa- cidade instalada de 15.604 MW, o que representa 9% da matriz elétrica nacional, com 578 usi- nas termelétricas, colocando-a como a quarta principal fonte utilizada no país, atrás da hídrica, eólica e do gás natural. Mas seu potencial, dado o perfil eco- nômico do Brasil, um dos principais pro- dutores agrícolas do mundo e, portan- to, com vasta disponibilidade de bio- massa, poderia ser mais bem explorado. Além de sua participação na matriz ter se estagnado nos últimos anos, alguns movimentos (e contramovimentos) das políticas energéticas do país têm decep- cionado os principais agentes do setor. Representa a última maior decep- ção as projeções para o setor do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2030, que influencia as políticas de es- tado e mesmo investimentos na área. Para o período projetado o crescimento para biomassas seria de apenas 4% na década, com uma média de 80 MW por ano de crescimento. Para o gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Zilmar de Souza, o planejamen- to do PDE 2030, em primeiro lugar, des- considera que em 2020 a fonte biomas- sa acrescentou 304 MW e, em 2021, se- gundo previsão da Aneel, agregará mais 440 MW de capacidade, o que corres- ponde a 40% de todo o volume previs- POTENCIAL SUBESTIMADO Mesmo com fatores favoráveis ao crescimento da biomassa, governo vem reduzindo projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2030 para o setor e negando pleitos das usinas POR MARCELO FURTADO

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