Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021
140 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 COMERCIALIZAÇÃO N o dia 11 de janeiro, boa parte do país espantou-se com a decisão da Ford de fechar a linha de produção de veículos, encerrar atividades e trazer seus modelos de outros países. Apesar do abrupto movimento, o fechamento das fábricas na Bahia e no Ceará não era, de todo, difícil de se prever – a montadora americana já havia fechado em 2019 sua fábrica de São Bernardo do Campo, onde montava caminhões, segmento do qual abriu mão. Da Bahia, saíam os modelos Ka (ha- tch e sedã) e Ecosport. E do Ceará par- tiam unidades do jipe Troller. Desde en- tão, especialistas analisaram os impac- tos no mercado e os motivos da parti- da – decisões estratégicas tomadas num passado distante (ou nem tanto) afeta- ram o desempenho de vendas da mon- tadora, que vinha perdendo mercado. Mas o quadro econômico nacio- nal também ajudou a selar a saída da montadora do país, onde atuava desde 1919. No Brasil, carros mais baratos não eram rentáveis para a montadora. Só que a desistência da Ford não é um caso isolado. A Mercedes-Benz também encerrou a produção de seus modelos de luxo que saíram da unida- de de Iracemápolis (MG). A Audi, do grupo Volkswagen, suspendeu a pro- dução de seu modelo A3 Sedan em A CHAVE PARA O CRESCIMENTO DO MERCADO LIVRE Saída de indústrias do país reduz volume de energia negociada e leva setor elétrico a pressionar governos por nova política industrial POR FABIO COUTO
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