Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021
Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 57 energéticos, com excedente muito grande e uma biomassa de alta quali- dade, é muito inferior ao se comparar com outras fontes, como aterros sa- nitários ou resíduos agrossilvopastoris. Nem mesmo a possível queda de pre- ços do gás natural por conta da imple- mentação da nova política federal para o gás seria um problema para viabilizar os projetos de biometano, na opinião de Gasparetto. Para ele, com o previsto maior número de projetos de biogás e a evolução tecnológica do setor, o cus- to do biometano deve cair. “Hoje o bio- metano já é muito competitivo contra o gás natural na nossa região e com cer- teza isso vai se manter”, disse. E a competitividade do biometano não seria apenas para sistemas isolados, em re- giões distantes dos gasodutos de gás natu- ral, mas também para conectar a usina na própria rede existente, misturando o gás renovável como o fóssil, o que já é regula- mentado e permitido pela ANP. Não à toa, o maior projeto atual no país, a GNR Forta- leza, em Caucaia, no Ceará, injeta na rede da distribuidora de gás 90mil m³/dia de bio- metano gerado a partir de biogás de aterro. Na opinião de Gasparetto, aliás, a inje- ção do biometano nos gasodutos é o cená-
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