Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

94 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 TRANSMISSÃO que existem 96.740 equipamentos com vida útil regulatória até 2022. A EPE es- tá debruçada sobre o tema, ao lado do governo federal. A discussão está ama- durecendo, segundo Barral. “Teremos novidades este ano, que vão envolver a renovação das concessões e a questão de como alocar a responsabilidade por essas obras de modernização, quando se aproximar o período de término de concessão”, diz. Barral afirma que o episódio no Ama- pá foi tão grave que gerou uma reflexão sobre os critérios que orientam a expan- são do sistema nessas áreas que estão na ponta do sistema, e também sobre governança. “Não se pode eximir dessa responsabilidade de revisitar e fazer as reflexões. Um dos momentos desse pro- cesso é a gestão da crise, com medidas para recomposição do suprimento, co- ordenada pelo Ministério. Nossa princi- pal meta foi fazer uma análise de ações estruturais para aumentar a segurança no Amapá, passado o momento mais crítico da crise. Criamos um grupo de trabalho que elaborou um estudo sobre as infraestruturas de transmissão e so- bre a oferta local de energia”. Ainda de acordo com Barral, o Amapá tem uma capacidade de ge- ração hidrelétrica muito importante, com quase 1 GW de usinas instaladas no estado. “A solução de suprimen- to não pode ser pensada somente sob a ótica apenas de transmissão, mas também com um olhar integrado. Por isso, a realidade do Amapá não pode ser replicada, porque as cargas do es- tado são diferentes do Acre, que são diferentes de Roraima, por exemplo. São realidades com diferentes condi- ções de geração local. Cada estado tem sua realidade”, analisa. O presidente da EPE destaca ainda que existe um conjunto de critérios de planejamento da expansão da transmis- são: “A reflexão que fizemos, a partir do episódio no Amapá, foi sobre a ne- cessidade de desenvolver e aprofundar o enfoque na confiabilidade da trans- missão, ou seja, um olhar diferenciado para essas regiões, para esses sistemas radiais, considerando a geração local de energia e condições logísticas como recomposição e reposição dos equipa- mentos elétricos associados à distribui- ção e à transmissão”. Thiago Barral, presidente da EPE: Estudos têm prazo, mas planejamento é permanente

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