Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 95 Vida útil dos equipamentos Equipamentos com vida útil regula- tória até 2022 não precisarão ser ime- diatamente substituídos até o próxi- mo ano, mas estarão completamente depreciados a partir da data. Estariam em fase de substituição cerca de 15% do total, pouco mais de 16 mil equi- pamentos. Barral diz que este assunto é abor- dado no PDE 2020 e no PNE 2050 por- que “é um dos pontos principais pa- ra garantir a confiabilidade do sistema nas próximas décadas. O fim da vida útil regulatória é diferente da vida físi- ca do equipamento. É preciso ver qual o índice de ocorrência de problemas, ter indicadores de desempenho para investir quando necessário. Mais que um aspecto tecnológico, existe uma dimensão regulatória para equacio- nar esse problema, e a política para a modernização dos ativos, bem como o rebatimento no arcabouço regulatório estão em construção ainda. Temos vá- rias discussões de linhas e subestações que precisarão passar por isso”, apon- ta. “É uma mudança de paradigma da EPE, que tem de pensar não apenas a expansão do sistema, mas na repo- tenciação e modernização do planeja- mento”, contextualiza. José Marcos Bressane, superinten- dente da EPE, destaca a importância de envolver as concessionárias neste plane- jamento, já que são elas que conhecem os equipamentos e têm avaliações so- bre continuidade de investimentos ou substituições. “Essa construção do mo- delo regulatório passa pela análise dos riscos, dos ativos, distribuição dos ris- cos, até que ponto esses riscos devem ser assumidos pelos concessionários e pelos usuários. Não é simples, tem de ser construída com as partes, não po- de ser unilateral, e passa também pela renovação das concessões de transmis- são”, explica. Expectativas Muito se falou sobre a capacidade de geração do Estado estar orientada para o uso de hidrelétricas. Perguntado se o uso de uma usina térmica teria feito di- ferença, Erik Rego, diretor da EPE, des- tacou que, pelo contrário, agravaria o problema. “O Amapá é exportador de energia e, quando caiu o sistema, a tér- José Marcos Bressane, superintendente da EPE: Envolvimento das concessionárias no planejamento é importante

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