Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
22 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 GÁS namento, segundo o diretor-geral do Consórcio Intermunicipal de Desenvol- vimento do Leste Fluminense (Conles- te), João Leal. O consórcio tem grandes expectati- vas para a partida do GasLub e seus 21 milhões de m³/dia de gás processados. A ideia do Conleste é manter o gás no Leste Fluminense e incentivar a reindus- trialização da região. De fato, sem o ga- soduto Itaboraí-Guapimirim (GASIG), que conectará o gás seco processado pela UPGN do Polo GasLub à malha de transporte da NTS, será difícil escoar o volume estimado de produção. Segundo a NTS, há atualmente uma solução temporária para escoar gás da Rota 3 sem o GASIG, “mas ela aten- de apenas aos volumes iniciais da rota. Existe uma rampa de aumento de gás escoado pela Rota 3 e, aí sim, o GASIG é necessário para poder receber a capa- cidade plena que está prevista”, infor- mou à Brasil Energia . Previsto desde 2013, o gasoduto in- terligará a unidade ao duto Cabiúnas- -Reduc III (Gasduc III), operado pela transportadora. Na época, o MME sub- meteu o gasoduto ao regime de conces- são precedido de licitação e determinou que a ANP elaborasse o edital da cha- mada pública, mais tarde extinta após estudo da EPE identificar indícios de su- perdimensionamento de investimentos para a construção. Em dezembro de 2020, o MME publi- cou portaria revogando o entendimen- to de 2013 e propondo a ampliação da malha da NTS. A portaria estabeleceu o regime de autorização e informou que o processo de chamada pública será con- duzido pela transportadora sob supervi- são da ANP. Procurada, a NTS informou que já iniciou oficialmente o processo de ela- boração da chamada pública para lo- cação da capacidade do gasoduto jun- to à ANP. A estimativa é que a chama- da seja concluída no início do segun- do semestre de 2022, “já com a con- tratação da capacidade para iniciar a construção”, conta a transportadora. A expectativa é que o gasoduto já co- mece a operar em fevereiro de 2023, com capacidade próxima, “em ordem de grandeza”, dos 17 milhões de m³/ dia inicialmente previstos. A capacida- de final está sendo revisada. Guamaré, o benchmarking para o compartilhamento das UPGNs O acesso de terceiros à UPGN de Guamaré, no Rio Grande do Norte, ganhou projeção por se tratar do ben- chmarking para o compartilhamento dessas unidades. Ociosa, a UPGN de Guamaré vem processando nos últi- mos anos cada vez menos gás, devi- do ao cenário de desinvestimentos da Petrobras na região. Segundo dados da ANP, o fator de utilização mensal da unidade variou entre 7% e 19% entre janeiro e de- zembro de 2020, permanecendo pró- xima do menor valor da faixa nos três primeiros meses deste ano. A UPGN
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