Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
70 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 PETRÓLEO rá-Maranhão, Pernambuco-Paraíba, Re- côncavo, São Francisco e Tucano Sul. Por outro lado, em contraponto às sus- pensões e às novas devoluções que certa- mente ainda serão realizadas até o final do ano, o mapa exploratório brasileiro se- rá impulsionado pela assinatura, até junho, dos contratos do segundo ciclo da Oferta Permanente. Realizado no final de 2020, o leilão garantiu a venda de 17 áreas (16 onshore e uma offshore), localizadas nas bacias do Amazonas, Espírito Santo, Para- ná, Potiguar, Tucano Sul e Campos. A assinatura dos contratos irá fortalecer as carteiras de ativos exploratórios da Shell, que assegurou a aquisição de uma área, Eneva (sete), Imetame (sete), PetroRecôn- cavo (uma) e Petrobom (uma). A formaliza- ção dos negócios poderá alterar o ranking das operadoras commaior número de blo- cos, a depender, é claro, do balanço final de devoluções em 2021. Detalhamento das devoluções Em 2020, dos 59 blocos devolvidos à ANP, 49 eram onshore e dez offshore. A maior parte da descontinuidade ocorreu na Bacia de Tucano Sul, que teve 13 con- tratos encerrados. A estratégia impactou ainda outras 11 bacias, como Pelotas e Acre, que zeraram por completo as atividades exploratórias. No offshore, as baixas ocorreram nas bacias de Campos, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pelotas e Potiguar. Pelotas li- derou a lista, com um total de quatro blo- cos devolvidos pela Petrobras (P-M-1269, P-M-1271, P-M-1351 e P-M-1353). A relação de áreas marítimas devolvidas à agência ao longo do ano passado inclui tam- bém o ES-M-527, ES-M-594, POT-M-665 e POT-M-764, operados pela Petrobras, FZA- -M-320, adquirido pela Ecopetrol, C-M-535 (Campos), que estava a cargo da BP. Os 59 blocos encerrados eram operados por nove petroleiras. A Petrobras liderou com 30 blocos a lista de devoluções, sendo 22 terrestres e oito marítimos, seguida pela Petra Energia, com 15 áreas. A maior parte das devoluções de 2020 foi oriunda do bid 12, que registrou baixa de 26 blocos, sete anos após a sua realização. As outras 33 áreas tinham sido arrematadas nas rodadas 2 (1999), 4 (2002), 6 (2004), 7 (2005), 9 (2007), 11 (2013) e 13 (2015). Já o ano de 2021 computa 14 baixas (13 terrestres e uma marítima), no período de ja- neiro a abril, incluindo a recente devolução de Peroba, primeiro bloco do regime de par- tilha de produção a ter suas atividades encer- radas antecipadamente. Localizado na Bacia de Santos, o ativo era operadopela Petrobras e teve apenas um poço perfurado. Além de Peroba, foram entregues blocos nas bacias do Recôncavo (um), São Francisco (dois) e Solimões (dez), operados pela Maha Energia, Cemes e Rosneft, respectivamente. n CLIQUE AQUI para ver o infográfico dinâmico com os blocos devolvidos entre 2016 e 2021 e os blocos sob concessão (acesso exclusivo para assinantes)
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