Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 91 gundo maior risco ao cres- cimento das empresas. No ano anterior, o percentual foi de 33%. A crescente ameaça vir- tual coincide comoutro te- ma: aprovada em 2018 e em vigor desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) vem reforçando a neces- sidade de as empresas in- vestiremmais em seguran- ça digital e realinharem su- as práticas na área, sob a ameaça de sanções previs- tas pela legislação. Empresas de todos os portes no Brasil devem fa- zer a coleta, oarmazenamentoeo tratamen- to de dados pessoais dos clientes de acordo comas normas da LGPD, cujas sanções vigo- ram em 1º de agosto de 2021. As penalida- des vão desde uma advertência até a aplica- ção de multa de até R$ 50 milhões. “Há muitas informações circulando no setor, com geradoras, transmissoras, distri- buidoras, comercializadoras, autoproduto- res, informações que envolvem empresas e consumidores físicos. A questão da pro- teção dos dados ganhou relevância com a LGPD e a digitalização”, diz Luis Ricardo de Stacchini Trezza, diretor executivo da Asso- ciação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). A sofisticação do mercado brasileiro implica também na preocupação com a cibersegurança em novos elos como, por exemplo, a plataforma de negociação de derivativos de contratos de energia, lan- çada em janeiro pelo Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE). “Para oferecer uma plataforma se- gura para nossos clientes, usamos uma ferramenta de mercado chamada de So- narSource que, além de avaliar a quali- dade do código escrito, também analisa se ele está escrito dentro das melhores práticas de segurança conhecidas”, diz Raphael Luna, gerente de TI da BBCE. Outra preocupação é a segurança cor- porativa, os acessos a e-mails, diretórios de rede. “Nossos funcionários são constante- mente treinados e sensibilizados a cuidar da segurança de seu dia a dia para proteger to- do o entorno. Afinal, segurança envolve um cuidado contínuo e de todos”, finaliza. n PwC | 24ª CEO Survey | 6 Estava na 2º posição Caiu para 18º posição Estava na 20º posição Subiu para 13º posição Estava na 15º posição Subiu para 6º posição Global Pandemias e outras crises sanitárias Ameaças cibernéticas Excesso de regulação Incerteza em relação a políticas Crescimento econômico incerto Incerteza na política tributária Populismo Mudanças climáticas Aumento das obrigações tributárias Disponibilidade de competências essenciais Incerteza geopolítica Instabilidade social “ Misinformation ” Velocidade dos avanços tecnológicos Mudanças no comportamento do consumidor Disrupção da cadeia de abastecimento Protecio ismo Conflitos comerciais Prontidão para responder a uma crise Declínio no bem-estar da força de trabalho Volatilidade cambial Volatilidade de preços de commodities Desemprego Desigualdade econômica Infraestrutura básica inadequada Falta de confiança nos negócios Custos de energia voláteis Terrori mo Novos entrantes no mercado Acesso a capital de baixo custo Futuro da Zona do Euro 33 % 52 % 47 % 42 % 38 % 35 % 31 % 31 % 30 % 30 % 28 % 28 % 28 % 28 % 27 % 26 % 25 % 24 % 23 % 23 % 22 % 21 % 21 % 21 % 19 % 20 % 18 % 18 % 15 % 13 % 13 % 10 % 36 % 33 % 34 % 19 % 27 % 24 % 22 % 32 % 30 % 18 % 16 % 29 % 21 % 16 % 28 % 35 % 15 % 15 % 22 % 17 % 9 % 15 % 18 % 17 % 15 % 13 % 14 % 12 % 13 % 2020 2021 Nível de preocupação com ameaças comerciais, econômicas, políticas, sociais e ambientais para o crescimento da empresa* Estava na 4º posição Subiu para 2º posição *Somente respondentes “extremamente preocupados” NÍVEL DE PREOCUPAÇÃO COM AMEAÇAS COMERCIAIS, ECONÔMICAS, POLÍTICAS, SOCIAIS E AMBIENTAIS PARA O CRESCIMENTO DA EMPRESA
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