Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021
Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 69 ção de baixa emissão até 2025, dobrando esse número até 2030. O primeiro complexo fotovoltaico da Repsol foi inaugurado em junho deste ano no município de Manzanares, na Espanha. O projeto, denominado Kappa, tem uma potência instalada de 126,6 MW, distribuí- da em três centrais, sendo que duas estão operacionais (Perseo Fotón I e II) e uma em construção (Perseo Fotón III). Em julho, a empresa iniciou a produção de eletricidade emumativopróprio: a central fotovoltaica Valdesolar, localizada no municí- pio de Valdecaballeros, tambémna Espanha. O projeto, que recebeu um investimento de € 200 milhões, possui 264 MW de potência instalada e deverá estar totalmente operacio- nal no terceiro trimestre deste ano. Um terceiro projeto fotovoltaico está sendo desenvolvido pela Repsol na Espa- nha. Denominado Sigma, o empreendi- mento possui 204 MW de potência instala- da, e está localizado no município de Jerez, na comunidade autônoma da Andaluzia. Mas a Repsol não investe somente em energia solar na Europa. A companhia tam- bém possui um portfólio de ativos eólicos, como os parques eólicos Delta II (860 MW, em construção), Delta (335 MW, operacio- nal) e PI (175 MW, em desenvolvimento), todos na Espanha. Em Portugal, a espanhola faz parte do WindFloat Atlantic, considerado o primei- ro parque eólico flutuante semissubmersí- vel do mundo, com 25 MW. O parque foi desenvolvido em consórcio com a EDPR Renováveis, Engie e a Principle Power, e já se encontra em operação. As “irmãs” e o “vilão” Como se vê, as “sete irmãs do baixo car- bono”, assim como o clima, tem um “vi- lão” em comum: o CO2. Cada empresa terá de encontrar a sua forma de respon- der aos desafios. Para elas, tecnologia não é problema, mas solução. Os mecanismos de desenvolvimento lim- po, como os créditos de carbono, serão cada vez mais importantes para permitir a passa- gem (ou transição) sem traumas ou rupturas no meio do caminho. Durante a jornada, o petróleo e gás terão papel fundamental para assegurar a garantia do abastecimento e fi- nanciar o deslocamento do eixo de uma eco- nomia intensiva em carbono para uma eco- nomia de baixo carbono. n Larissa Rodrigues, do Instituto Escolhas: tendência de maior apoio às fontes renováveis é incontornável Raul Portella, da Equinor Brasil: nova cadeia de valor de carbono está surgindo
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=