Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021
Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 89 denar o processo optam por dispen- sar a etapa não vinculante. A fase ini- cial é normalmente utilizada para fa- zer uma primeira seleção das empre- sas interessadas, reduzindo o número de participantes. A venda dos ativos PAR-T-175, PAR- -T-198 e PAR-T-218 é vista com alguma incerteza. A Bacia do Paraná divide opi- niões, rende debates técnicos e nunca sediou grandes disputas. No mercado, as poucas apostas e palpites apontam para o nome da Ene- va, que opera quatro blocos na região. O PART-T-86, PART-T-99, PART-T-196 e PART-T-215, arrematados no 2º ciclo da oferta permanente, em parceria com a Enauta, estão localizados no Mato Grosso do Sul e Goiás. As duas empresas apostam na si- milaridade do reservatório local com o do Parnaíba, onde a Eneva man- tém atividade de E&P. Em caso de sucesso, o consórcio analisa a utili- zação do modelo de reservoir-to-wi- re (R2W), com a geração de energia elétrica a partir do gás natural, ou a venda direta do combustível, uma vez que as áreas estão localizadas próximas a grandes centros consu- midores, térmicas e à rede do gaso- duto Bolivia-Brasil. O mapa exploratório da Bacia do Pa- raná conta apenas com os três blocos da Petrobras e os quatro da Eneva. A atividade local está praticamente estag- nada. O último poço perfurado na área foi feito no fim da década de 1990. Neste cenário, se a Petrobras não conseguir vender todos os ativos do teaser, seja por falta de oferta ou por preço abaixo da premissa estabelecida pela área técnica, restam as opções de reter os ativos (pouco provável) ou de- volução à ANP. A saída da Petrobras do onshore ge- ra debates acalorados, mas parece ser um caminho sem volta, diante do atual quadro da companhia e do cenário de pressão de transição energética. A úni- ca possibilidade de reviravolta dessa di- retriz poderia vir dos resultados das elei- ções presidenciais de 2022. Mapa terrestre Atualmente, existem 102 ativos ex- ploratórios onshore no Brasil, marca que já computa os contratos do 2º ci- clo da oferta permanente, ante o pa- tamar de 141 blocos offshore. Em 2018, o país tinha 218 projetos terres- tres de exploração. Além da Petrobras, há outras 22 operadoras terrestres, com atividades nas bacias de Alagoas, Amazonas, Es- pírito Santo, Paraná, Parnaíba, Poti- guar, Recôncavo, São Francisco, So- limões e Tucano Sul. A lista de pe- troleiras com blocos onshore no Bra- sil inclui nomes como o da Imetame, Geopark, Eneva, Great Energy, Ros- neft e Recôncavo Energia. Atualmente, Eneva e Imetame lide- ram o ranking das petroleiras com maior número de ativos exploratórios onsho- re, respectivamente 24 e 18 áreas. n
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