Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 99 D riblando a crise causada pe- la pandemia, o mercado de energia solar fotovoltaica atrai empresas de outros se- tores, que vêem na tecnologia uma opor- tunidade de diversificar negócios em um segmento que tende a ter expansão expo- nencial nos próximos anos, à medida que a descarbonização da economia avançar. No primeiro semestre deste ano, o Bra- sil instalou 146 mil sistemas (1,48 GW) de geração distribuída solar, um aumento de 48,2%na comparação com os 98,5 mil sis- temas (1,27GW) conectados em igual pe- ríodo do ano anterior. Amodalidade totaliza 7GWemais de 617mil sistemas instalados, de acordo comdados da Aneel consultados no dia 05/10. Na geração centralizada, a solar fotovol- taica possui 3,84 GW de capacidade ins- talada (2,14% da matriz elétrica nacional). A agência prevê que, até o fim do ano, 1 GW da fonte entre em operação, e que até 2026 um total de 26,4 GW seja adicio- nado à rede elétrica. Os investimentos priva- dos em todo o setor fotovoltaico brasileiro podem ultrapassar a cifra de R$ 22,6 bi- lhões este ano, projeta a Absolar. Atenta ao potencial da fonte, a Intelbras, empresa com 45 anos de história que ficou mais conhecida pela atuação no segmento de telecomunicações, pela produção e co- mercialização de centrais de PABX e de te- lefones públicos, passou a ofertar também sistemas fotovoltaicos em2019 e temcome- morado os resultados obtidos nessa área. “Trabalho há 24 anos na Intelbras, e posso dizer que o crescimento mais rápido e exponencial da empresa está sendo na energia solar”, diz Marcio Os- li, diretor de energia solar da Intelbras. Para este ano, a companhia espera um crescimento de 100% no segmento solar em relação a 2020. Naquele ano, a receita operacional líquida da Intelbras totalizou R$ 2,13 bilhões, uma alta de 25,7% em comparação com 2019, com destaque para o crescimento de 86% em receita do segmento de energia, que passou a representar 10,1% da receita líquida da companhia, ante 6,8% do ano anterior. A receita de energia, que, além de siste- mas fotovoltaicos, inclui nobreaks e ba- terias, passou de R$ 115,3 milhões para R$ 214,5 milhões em 2020. A empresa conta com instaladores credenciados para revender seus produ- tos por todo o Brasil. Osli afirma que a decisão de entrar no mercado fotovol- taico partiu também de observar que os credenciados, que já instalavam pro- dutos como alarmes e câmeras de se- gurança, demonstraram à empresa que desejavam atuar com energia solar. Metas atingidas e mais por vir Já o grupo Fortlev, fundado em 1989, fabricante de reservatórios de água, tubos e conexões, tinha o desejo de trabalhar com energia solar desde 2008, quando ainda não havia ocorrido o primeiro leilão da fonte no país e antes da publicação da

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=