Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021

40 Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 GERAÇÃO e com soluções regulatórias, no âmbito da própria modernização do setor elé- trico brasileiro, que valorizem os atribu- tos das hidrelétricas como um todo e das reversíveis em particular para a se- gurança energética. André Makishi, analista da EPE que acompanha de perto o trabalho do Gesel desde o P&D anterior, expli- ca que o papel da empresa federal de planejamento será o de “acompanhar a evolução do projeto e indicar even- tuais necessidades técnicas, regulató- rias e condições para que os resulta- dos obtidos sejam utilizados nos estu- dos de planejamento”. Makishi ressalta que são muitos os ajustes regulatórios para definir como as UHRs serão leiloadas, outorgadas e representadas nos modelos computa- cionais do setor. Ele destacou ainda que a EPE vem considerando as UHRs como possibilidades há algum tempo, inclusi- ve colocando-as, desde 2016, no Mo- delo de Decisão de Investimentos (MDI) dos Planos Decenais de Energia (PDEs) como alternativas à expansão setorial. No processo de definição dos ajus- tes, o grupo formado para elaborar o P&D contará com a Thymos Energia, dirigida por João Carlos Mello, cuja origem são os quadros do Cepel, or- ganismo com histórico de liderança no processo de definição dos rumos do setor elétrico e, mais recentemen- te, dos modelos de precificação. Mello explica que essa definição do enquadramento das UHRs no modelo regulatório e comercial, para além dos aspectos ambientais e técnicos, é fun- damental, porque o Brasil pouco conhe- ce sobre a exploração desse segmento. “A China foi quem mais desenvolveu até agora”, ressalta. Marcelo Argoud, coordenador de En- genharia e Projetos da State Grid Bra- zil, conta que essa experiência chinesa vem dos anos 1960, quando foi inau- gurada a primeira UHR no país, na re- gião da capital, Pequim. Dos anos 1970 a 1990 houve um crescimento gradual, até chegar ao boom registrado a partir do início deste século, o que coincide O regramento deve balizar o uso dos reservatórios que, pelas características das reversíveis, aproveitem relevos favoráveis para minimizar a ocupação de espaços

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