Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021

42 Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 GERAÇÃO com a explosão das renováveis não des- pacháveis. Esmeraldo explica que é dessa expe- riência do país asiático que a State Grid Brazil vem acompanhando o trabalho de pesquisa anterior do Gesel. Ele con- ta que no processo de gestação do no- vo P&D, buscando agregar o conheci- mento acumulado, a empresa procurou a EPE para entender como os estudos deveriam ser encaminhados de modo a viabilizar uma experiência prática, que deve se concretizar na virada da década. O consultor complementa destacan- do que a própria EPE já possui experiên- cia no levantamento de possibilidades de instalação de UHRs no país, tendo apresentado durante um andamento do P&D anterior um mapeamento das pos- sibilidades no estado do Rio de Janeiro. O próprio Gesel, ao longo dos dois anos do trabalho contratado pelo pool liderado pela CPFL, mapeou dez alter- nativas de reversíveis, tendo constatado a viabilidade de pelo menos quatro de- las, duas no Rio Grande do Sul (Coxilha Grande e Barra Grande), uma em Lajea- do, no Tocantins, e outra em Monte Ho- rebe, na Paraíba, esta associada à trans- posição do rio São Francisco. As principais conclusões da pesquisa feita na parceria Gesel/CPFL foram ob- tidas com a aplicação do modelo com- putacional australiano Plexus. Agora, na parceria Gesel/State Grid ele será nova- mente uma ferramenta importante na busca por patamares mais avançados so- bre a incorporação das UHRs ao SIN. n O consultor e ex-vice presidente da State Grid Brazil, Paulo César Esmeraldo: caminho irreversível Marcelo Argoud, da State Grid Brazil: experiência internacional da empresa se desenvolve desde a primeira UHR inaugurada em Pequim, nos anos 1960 Nélson Hubner: para ex-ministro, reversíveis fazem sentido por conta da transformação da matriz energética

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