Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021

Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 81 de latência, um incremento da densidade de conexões, na ordem de aproximada- mente 10 vezes quando comparada com a atual geração 4G. “Esse incremento de prestações é possível graças à alta capaci- dade de processamento dos novos equi- pamentos, o que determina um incre- mento do consumo de energia. Por con- ta disto, torna-se importante a adoção de planos de eficiência de forma intensa e paralela à construção da nova rede”. Di Costanzo cita projetos como otimi- zação de temperatura, revisão dos contra- tos de energia compartilhada, moderniza- ção de equipamentos de energia e ativa- ção de novas funcionalidades avançadas como a peak shaving , que significa redu- zir o consumo no horário de pico, quan- do a tarifa é mais cara. Isso é feito, ge- ralmente, com uso de sistema de arma- zenamento de energia elétrica em bateria que é carregado quando a demanda está baixa, para poder substituir a rede elétri- ca nos momentos em que essa demanda for mais alta. Elevação do consumo A fornecedora de infraestrutura digi- tal crítica Vertiv indica que mesmo que as redes 5G sejam até 90% mais efi- cientes do que suas antecessoras 4G, elas ainda exigem muito mais energia elétrica. E estima que o uso global da tecnologia 5G aumente o consumo de energia no setor de telecomunicações entre 150% e 170% até 2026. Pensando no esperado crescimento do uso de energia com a quinta gera- ção, bem como na sustentabilidade de suas atividades, as operadoras de tele- comunicações que atuam no país têm apostado na construção de usinas so- lares, hídricas e de biogás nos últimos anos. A Tim, por exemplo, prevê ter 90% do consumo energético prove- niente de fontes renováveis até 2025. Diferentemente das mudanças nas ge- rações passadas, o foco do 5G não es- tá somente no incremento de taxas de transmissão, mas também na especifica- ção de serviços que permitam o atendi- mento a diferentes aplicações. Uma gran- de promessa desta tecnologia é massificar e diversificar a Internet das Coisas (IoT) em diversos setores, como segurança pública, telemedicina e cidades inteligentes. n Wilson Cardoso, do IEEE e da Nokia: muitas vezes, as usinas de energias renováveis são localizadas em áreas remotas em que não há interesse econômico das operadores de proverem conectividade Marco Di Costanzo, da Tim: empresa tem projeto em que utiliza painéis solares para alimentar torres e antenas

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