Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022
seremprioritariamente contratados até 2026 na Lei 14.182 tragam alento e contesta que se trate de reserva de mercado. Charles Lenzi, presidente da Abragel, a outra entidade de classe que representa as pequenas geradoras hídricas, reconhece os problemas, mas busca manter-se otimista, seja com base na 14.182, seja a partir da avaliação do que já foi contratado e do po- tencial expresso pelos projetos existentes. “O setor de centrais hidrelétricas de pe- queno porte enfrentou uma série de dificul- dades nos últimos anos, apesar do poten- cial de projetos já identificado e com registro aprovado na Aneel”, lamentou. Lenzi refe- re-se aos quase 600 projetos já aprovados em várias etapas pela Aneel, totalizando 9.332 MW que, na sua visão, poderiam ser implantados no curto e médio prazo. “Nossa expectativa é de que com a Lei 14.182/21, que estabeleceu uma política pública para a contratação de PCHs e deter- minou uma nova perspectiva para este seg- mento, aliada à retomada do crescimento econômico do país, serão pilares importan- tes na retomada da contratação de novos projetos de geração de energia através das pequenas centrais hidrelétricas”, avaliou. O presidente da Abragel destacou ain- da a formação recente da carteira de pro- jetos contratados, sendo 23 PCHs e CGHs no leilão A-6 de 2019, somando 241,6 MW, e, na tímida retomada de 2021, cin- co PCHs nos leilões A-3 e A-4, com 62,25
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